
Foto: Netflix
Novos capítulos já estrearam na Netflix, consolidando a produção como fenómeno mediático de alcance global.
A quarta temporada de "Bridgerton" chega em duas partes: os primeiros quatro episódios estrearam ontem e os restantes a 26 de fevereiro. Esta nova fase mantém o foco em diversidade e desigualdades sociais, explorando relações de classe, género e origem étnica na Inglaterra do início do século XIX.
A narrativa centra-se em Benedict Bridgerton, o segundo filho da família, interpretado por Luke Thompson. A história inspira-se no romance "An offer from a gentleman", de Julia Quinn, e introduz Sophie Baek, personagem vivida por Yerin Ha, cuja identidade e origem social condicionam o desenvolvimento da relação.
A narrativa arrancou num baile de máscaras organizado pela família Bridgerton, onde Benedict conhece uma mulher misteriosa, sem saber que se trata de uma criada.
A adaptação televisiva optou por alterar o nome da personagem, originalmente Sophie Beckett nos livros, para refletir a herança coreana da atriz que a interpreta.
Esta decisão insere-se numa estratégia de diversidade que tem marcado a produção desde a estreia, em 2020, e que se mantém na nova temporada.
Além do enredo, a quarta temporada continua a explorar temas como as relações entre nobres e criados, a violência sexual, a deficiência e a vida sexual das mulheres após a menopausa. "Diria que é uma espécie de história da Cinderela, mas com uma reviravolta. Mais uma história de amor proibido num contexto de luta de classes", afirmou Yerin Ha à France-Presse.
Série gera turismo
Desde 2020, "Bridgerton" ocupa de forma recorrente posições no top 10 global da Netflix, com a terceira temporada a somar mais de 900 milhões de horas vistas. O impacto da série vai além da audiência: muitos turistas visitam os locais de rodagem em Inglaterra e, no final de 2023, após apenas duas temporadas, a produção já tinha gerado cerca de cinco milhões de libras (5,8 milhões de euros) para a economia local. Nas redes sociais, especialmente no TikTok, a série tornou-se também um fenómeno, com utilizadores a recriarem cenas com trajes de época e a praticarem sotaques ingleses.
A Netflix confirmou que pretende adaptar os oito livros da saga de Julia Quinn, um por cada irmão Bridgerton, garantindo as temporadas cinco e seis.

