Polémica

Ações da Tesla caem a pique depois de Elon Musk chamar pedófilo a mergulhador

Ações da Tesla caem a pique depois de Elon Musk chamar pedófilo a mergulhador

Um dos mergulhadores envolvidos no resgate das treze pessoas presas numa gruta na Tailândia, a quem Elon Musk chamou de pedófilo, no Twitter, admite processar o CEO da Tesla. A polémica está a ter efeitos nas ações da empresa norte-americana, que desvalorizaram mais de 3,5% na segunda-feira.

A queda abrupta das ações representa uma perda de quase de dois mil milhões de dólares do valor de mercado da produtora de automóveis elétricos.

Elon Musk, diretor-executivo da gigante tecnológica, ofereceu-se para ajudar na missão de resgate das 12 crianças, membros de uma equipa de futebol, e respetivo treinador, fornecendo cápsulas submarinas. De acordo com Michael Safi, correspondente do "The Guardian" na Ásia, Vernon Unsworth, chefe de operações no terreno, apontou que a tecnologia não era "prática" para a missão em causa e que não passava de um golpe de "relações públicas".

Musk levou a crítica a mal e foi longe demais ao fazer sérias acusações a Unsworth, para os 22 milhões de seguidores no Twitter. Na mensagem publicada no domingo, o CEO garantiu que gravaria um vídeo para provar que o submarino teria tido sucesso e acrescentou: "Desculpa, pedófilo, realmente pediste isto". O tweet foi apagado pouco depois mas Musk já não conteve os efeitos negativos da publicação.

De acordo com o "The Washington Post", Unsworth estará a tomar medidas legais na sequência das declarações de Musk. "Acho que as pessoas entendem o tipo de homem que ele é", apontou. Um professor de direito da University de Richmond ouvido pelo jornal norte-americano, Carl Tobias, diz que o especialista em mergulho pode acusar Musk de difamação.

A notícia de um potencial processo contra Musk motivou críticas, na segunda-feira, com o ex-governador do Estado norte-americano de Vermont, e candidato democrata às eleições de 2016, Howard Dean, a dizer que "se o CEO perder, a empresa não vale nada".

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Kevin Holland, diretor do Solar Shed, gigante britânico de energias renováveis, disse que a sua empresa não voltará a promover produtos da Tesla até que Musk faça "um pedido de desculpas completo e público quanto aos comentários repugnantes dirigidos a um herói real".

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