
O presidente norte-americano, Donald Trump
Foto: Aaron Schwartz / POOL / EPA
Funcionários da maior base militar norte-americana no Médio Oriente, no Catar, foram orientados esta quarta-feira a deixarem as instalações. Teerão avisou que vai atacar bases militares norte-americanas no Médio Oriente caso Washington decida intervir em apoio aos manifestantes contrários à República Islâmica.
Donald Trump anunciou na terça-feira que cortou o diálogo com o Irão e sugeriu uma "ação muito forte" contra a República Islâmica. Um representante de Teerão, citado sob condição de anonimato pela agência Reuters, afirmou que países da região, "da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos à Turquia", foram avisados sobre possíveis ataques a bases norte-americanas nestas nações, no caso de uma intervenção de Washington.
Fontes diplomáticas ouvidas pela agência France-Presse disseram que os EUA ordenaram a retirada, até à noite desta quarta-feira, de pessoal da base militar de Al Udeid, a maior no Médio Oriente, localizada perto de Doha. A medida foi tomada, segundo o Gabinete de Imprensa Internacional do Catar, "em resposta às atuais tensões regionais".
ONG fala em 2571 mortes
A organização não-governamental (ONG) HRANA, dos EUA, reportou 2571 mortes (2403 revoltosos, 147 oficiais governamentais, 12 menores e nove civis não-manifestantes). Os números divergem muito entre os diversos grupos de Direitos Humanos estrangeiros.
O líder do Supremo Tribunal iraniano prometeu julgamentos sumários "em público" para os detidos. "Se alguém queimou outra pessoa, decapitou alguém e ateou-lhe fogo, então devemos agir rapidamente", frisou Gholamhossein Mohseni-Ejei. As declarações ocorreram no mesmo dia do funeral de mais de 100 membros das forças de segurança e de outros "mártires", na visão de Terrão, que contou com a presença de milhares na capital do país.

