Ataque das Forças de Apoio Rápido a jardim infantil e hospital causa nove mortes no Sudão

Crianças de Al-Fashir num acampamento para deslocados sudaneses na cidade de Al-Dabba, no norte do país, após avanço das Forças de Apoio Rápido.
Foto: AFP
Um ataque das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) sudanesas, com drones, feito a um jardim infantil e um hospital, no estado do Cordofão do Sul, causou pelo menos nove mortes, incluindo quatro crianças e duas mulheres, e deixou sete feridos.
A Rede de Médicos do Sudão, que divulgou o balanço de nove mortes e sete feridos, em comunicado nas redes sociais, denunciou "uma grave violação do Direito Internacional Humanitário e a continuação dos ataques contra civis e infraestruturas vitais".
Em particular, condenou "energicamente este ataque deliberado com drones contra a cidade de Kalogi", sublinhando que os ataques a zonas densamente povoadas "agravam o sofrimento dos cidadãos e aumentam a carga sobre o pessoal médico e o setor da saúde, que já enfrenta grandes desafios no conflito em curso".
Depois de considerarem os membros das RSF "plenamente responsáveis do ataque", solicitaram às Nações Unidas e às organizações humanitárias e de Direitos Humanos que adotem medidas práticas para travar os ataques contra civis, apoiar os esforços humanitários e de socorro na região e pressionar para que acabem os ataques a instalações civis, escolas e mercados".
