
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte
Foto: Antonio Bat/EPA
O secretário-geral da NATO garantiu, esta segunda-feira, que a defesa do Ártico é "uma prioridade" para a Aliança Atlântica e que os Estados-membros estão a discutir a segurança da zona, incluindo a Gronelândia.
"Temos de trabalhar em conjunto para garantir que o Ártico se mantém seguro", afirmou Mark Rutte, sublinhando que as discussões visam assegurar uma resposta coletiva e coordenada dos aliados.
O responsável falava numa conferência de imprensa conjunta, em Zagreb, com o primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic. Rutte afirmou que "todos os aliados concordam com a importância do Ártico", num contexto em que a abertura de novas rotas marítimas aumenta o risco de uma presença mais ativa da Rússia e da China na região.
O secretário-geral da NATO explicou que oito países estão localizados no Ártico, sete dos quais são membros da Aliança, incluindo Estados Unidos e Canadá, bem como Dinamarca, através da Gronelândia, Islândia, Noruega, Finlândia e Suécia.
O único país ártico fora da NATO é a Rússia, embora Rutte tenha referido que a China "se tornou uma espécie de país do Ártico" devido à escala das atividades que desenvolve e ao interesse estratégico na região. Para o secretário-geral, esse envolvimento chinês já levou a várias discussões internas na NATO ao longo do último ano.
Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu que o país precisa de garantir o controlo da Gronelândia, por razões de "segurança nacional", alegando que a região do Ártico está sob constante ameaça russa e chinesa.
Rutte reconheceu que as alterações climáticas e o degelo estão a abrir novas rotas marítimas, tornando a região cada vez mais relevante do ponto de vista estratégico e de segurança. "Temos de garantir que faremos tudo para proteger esta região, porque é uma parte vital do território da NATO", declarou.
O antigo primeiro-ministro neerlandês lembrou que a Aliança Atlântica não esteve historicamente muito envolvida no Ártico, mas que a situação mudou desde 2025, a pedido dos sete aliados do Alto Norte que fazem fronteira com a região. Rutte sublinhou que a defesa coletiva do Ártico é agora considerada crucial para a segurança euro-atlântica.
