
(FILES) South Korea's former first lady Kim Keon Hee, wife of impeached former president Yoon Suk Yeol, arrives at the special prosecutor's office in Seoul on August 6, 2025. A South Korean court sentenced former first lady Kim Keon Hee on January 28, 2026, to one year and eight months in prison for corruption, following her husband's jailing over actions linked to his disastrous 2024 martial law declaration. (Photo by ANTHONY WALLACE / AFP)
Foto: Anthony Wallace / AFP
Um tribunal sul-coreano condenou esta quarta-feira a ex-primeira-dama do país Kim Keon-hee a 20 meses de prisão por corrupção, após a prisão do marido por atos relacionados com a declaração da lei marcial em 2024.
"A arguida é condenada a um ano e oito meses de prisão" por este primeiro crime, declarou o juiz Woo In-sung, do tribunal do distrito central de Seul.
Kim Keon-hee foi, no entanto, absolvida das acusações de manipulação do mercado de ações e violação das leis de financiamento de campanhas eleitorais.
A acusação tinha pedido 15 anos de prisão para Kim por corrupção e fraude.
Os escândalos em torno de Kim, de 53 anos, marcaram fortemente a presidência do marido, o conservador Yoon Suk-yeol, destituído após uma breve declaração de lei marcial no final de 2024, que aguarda na prisão a conclusão de vários julgamentos, um dos quais pode terminar com uma condenação à morte.
Kim Keon-hee, também detida, era acusada de manipulação do mercado acionista, interferência eleitoral, ter aceitado presentes luxuosos da Igreja da Unificação, mais conhecida como seita Moon, e cerca de 170.000 euros em subornos de empresários e políticos.
Durante as alegações em dezembro, a acusação afirmou que Kim se "colocou acima da lei", que cometeu "abusos de poder" e que tinha colaborado com a seita, violando "o princípio constitucional da separação entre religião e Estado".
A ex-primeira-dama alegou inocência e considerou as acusações "profundamente injustas", embora também tenha pedido desculpa por "ter causado problemas, apesar de ser uma pessoa sem importância".
"Quando reflito sobre o meu papel e as responsabilidades que me foram confiadas, parece-me óbvio que cometi muitos erros", reconheceu no final do julgamento.
Yoon Suk-yeol vetou três tentativas do Parlamento sul-coreano de abrir uma investigação contra a esposa, a última das quais em novembro de 2024, uma semana antes de decretar a lei marcial.
O epílogo do julgamento de Kim Keon-hee ocorre uma semana após a condenação a 23 anos de prisão, oito a mais do que o pedido pela acusação, do ex-primeiro-ministro de Yoon, Han Duck-soo, por cumplicidade no caso da lei marcial.
As investigações relacionadas com Kim resultaram ainda na prisão de Han Hak-ja, líder da Igreja da Unificação, que afirma ter milhões de seguidores em todo o mundo e possui um imenso império económico.
