Iraniana no Porto: "Esta é a única oportunidade que temos para mudar o regime"

Aida Sigharian, iraniana de 42 anos, está em Portugal há 17 anos
Foto: Carlos Carneiro
A ação conjunta dos EUA e de Israel contra o Irão, no sábado, levou à morte do líder supremo da República Islâmica e encheu de esperança milhões de iranianos que sonham com o fim do regime teocrático. "Esta é talvez a única oportunidade que temos para mudar o regime e temos de aproveitar", afirma Aida Sigharian, ativista radicada no Porto, em entrevista ao JN.
O ataque conjunto dos Estados Unidos da América e de Israel contra o Irão abriu a porta a mais um conflito no Médio Oriente. O líder supremo, o aiatola Ali Khamenei, morreu e Terrão retaliou contra oito países da região. Perante a incerteza do futuro, Aida Sigharian, ativista radicada no Porto há 17 anos, acompanha o conflito com um "misto de emoções", dividida entre a preocupação e a esperança. "Sabemos que não conseguimos mudar este regime com as mãos vazias. Por isso, é uma mistura de emoções, porque estás preocupado com a tua família, com os teus amigos, com crianças mas, ao mesmo tempo, esta é talvez a única oportunidade que temos para mudar o regime e temos de aproveitar", afirma a professora de música de 42 anos.

