
O Governo japonês aprovou, esta terça-feira, o envio de 900 soldados das Forças de Autodefesa (exército) para descontaminarem a partir de quarta-feira os edifícios municipais na zona de exclusão nas imediações da central nuclear de Fukushima.
As tropas, que contarão com uma unidade química especializada em radiação, irão encetar a operação de descontaminação durante duas semanas em dependências das cidades de Namie, Tomioka e Narha, cujos centros urbanos distam a sete, nove e 16 quilómetros da central nuclear, refere um despacho da agência Kyodo.
Após o processo de descontaminação, os edifícios vão ser utilizados como base de operações para, em Janeiro, iniciar um exaustivo trabalho de descontaminação nas zonas adjacentes à central, fortemente danificada pelo sismo e tsunami de Março.
A operação dos militares é a primeira tarefa de limpeza da zona de exclusão criada em volta da central num raio de 20 quilómetros devido aos elevados índices de radioactividade.
A crise na central de Fukushima Daiichi, a pior em 25 anos após Chernobil, obrigou à retirada de 80 mil pessoas que residiam em volta da central e gerou elevadas perdas nos sectores agrícola, pescas e criação de gado.
Nas últimas semanas, as análises em vários centros agrícolas de Fukushima revelaram níveis excessivos de césio nas plantações de arroz, o que levou as autoridades a proibir a sua venda e distribuição com origem em 4500 plantações da província.
As explorações afectadas pela proibição situam-se principalmente em distritos da cidade de Fukushima e Date, a 60 quilómetros a nordeste da central.
