
Tropas na linha da frente estão exauridas após mais de dois anos de combate
Foto: Wojtek Radwanski / AFP
Parlamentares abrem caminho à recruta de jovens a partir dos 25 anos e de condenados. De fora ficou a cláusula que permitiria a desmobilização após 36 meses de combate.
O Parlamento ucraniano aprovou hoje, com uma maioria de 283 votos, uma lei de mobilização que vem alterar as regras de recrutamento de civis, e que visa ampliar as fileiras na frente de combate, tendo em conta que as forças russas superam até dez vezes o número de soldados no campo de batalha no leste do território ucraniano. Depois de o presidente Volodymyr Zelensky ter assinado, na semana passada, uma disposição que veio reduzir a idade mínima de recutamento masculino de 27 para 25 anos, o diploma abre caminho à recruta de centenas de milhares de reforços – ainda que o número não tenha sido especificado –, nomeadamente ao ampliar os pagamentos para aqueles que se voluntariam e ao permitir que alguns condenados sejam incorporados.

