Líder do PP espanhol afirma que o "sanchismo está na cadeia e deve sair do Governo"

Foto: Javier Soriano/AFP
O líder da oposição em Espanha afirmou, este domingo, que a alegada "corrupção" que envolve o Governo e o PSOE não é um "erro isolado", defendendo que o "sanchismo está na cadeia e deve sair" do executivo.
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"O sanchismo é corrupção política, económica, institucional, social e moral", afirmou Alberto Núñez Feijóo, no comício organizado pelo Partido Popular (PP, de direita) sob o lema "Afinal: Máfia ou Democracia?", em Madrid, que contou com a presença de cerca de 80 mil pessoas, segundo os números avançados pelo partido.
O presidente do PP voltou a exigir eleições e dirigiu-se aos partidos no parlamento, instando-os a confrontar o Governo de Pedro Sánchez, em particular o Partido Nacionalista Basco e o Juntos pela Catalunha, aos quais deixou uma pergunta: "Até quando é que vão continuar a calar-se para proteger os vossos próprios interesses?"
Feijóo pediu aos eleitores do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) que não permitam que o seu partido seja manchado pelas políticas de Sánchez e alertou o Somar (partido de esquerda que integra a coligação do executivo) de que os socialistas têm "um novo brinquedo, um independentista, republicano, que se recusa a falar a língua comum", aludindo à Esquerda Republicana da Catalunha (ERC).
Dirigiu-se também ao Vox, apelando à "maturidade e responsabilidade" e instando-o a deixar de lado os jogos políticos, a não repetir os erros cometidos há dois anos nas últimas eleições gerais e, por conseguinte, a não se enganar quanto ao seu adversário, objetivo e prioridade.
No seu discurso, dirigiu-se a todos os partidos para salientar que "já não se trata apenas de esquerda ou direita, centralismo ou nacionalismo, PP ou PSOE", alegando que "essa desculpa já não cola, nem dizer que a extrema-direita está a chegar".
Agora, salientou, trata-se de "vergonha ou dignidade, mentira ou verdade, corrupção ou integridade, crime ou serviço", e todos têm de "mostrar as suas verdadeiras cores" através do seu comportamento, ações e votos.
"Esta legislatura é absurda, nunca deveria ter começado. Tem de acabar já", insistiu, acrescentando que, se Sánchez tem medo do povo, das ruas, dos juízes e da verdade, "o problema é dele".
Feijóo aproveitou ainda a manifestação de hoje, a sétima que convocou contra Sánchez nos dois anos da legislatura, para elencar as cinco medidas que implementaria nos seus primeiros 100 dias de governo, começando por uma auditoria das ações do Governo de Sánchez.
Eliminar "todos os vestígios das políticas de Sánchez" das instituições estatais, reduzir impostos, desbloquear a legislação aprovada pelo Parlamento, mas ignorada pelo executivo, e garantir a democracia para que "os espanhóis possam ter voz" estão entre suas outras prioridades.
