
Homem chora a morte de três filhas
Foto: Mohammed Saber/EPA
Oito países árabes e islâmicos condenaram, este domingo, as múltiplas violações do cessar-fogo na Faixa de Gaza por parte de Israel, após o exército israelita ter causado, no sábado, a morte de pelo menos 32 pessoas no enclave palestiniano.
Os ministérios dos Negócios Estrangeiros do Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Catar condenaram "energicamente as reiteradas violações por parte de Israel do cessar-fogo em Gaza, que causaram morte e ferimentos a mais de mil palestinianos".
"Estas ações correm o risco de aumentar as tensões e minar os esforços destinados a consolidar a calma e restaurar a estabilidade, num momento em que as partes regionais e internacionais estão a trabalhar coletivamente para avançar na segunda fase do plano de paz do presidente Donald Trump e implementar a Resolução 2803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas", referem na nota.
Os ministros consideram que estas contínuas violações da trégua "constituem uma ameaça direta ao processo político e dificultam os esforços em curso" para uma segunda fase "mais estável" na Faixa de Gaza, tanto em termos de segurança como de condições humanitárias.
Por isso, instaram todas as partes envolvidas a "assumir plenamente" as suas responsabilidades com o objetivo de manter o cessar-fogo e de se abster de "qualquer ação que possa minar o processo atual".
Esta condenação surge um dia depois de o ministério da Saúde e da Defesa Civil palestiniano ter contado pelo menos 32 palestinianos mortos em Gaza, entre eles sete crianças, devido a múltiplos ataques israelitas ao longo do enclave palestiniano.
Desde a entrada em vigor da trégua já foram assassinadas em Gaza cerca de 530 pessoas, incluindo mais de 100 crianças, segundo dados do ministério da Saúde de Gaza, aos quais se juntaram as últimas vítimas de hoje.
