
Edmundo González foi apontado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros para suceder a Maduro
Foto: Javier Soriano / AFP
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse este sábado que a posição de Portugal face aos acontecimentos na Venezuela passa pelo reconhecimento de Edmundo González, candidato presidencial da oposição a quem não foi reconhecida a vitória nas eleições de 2024, como futuro líder do país.
Após uma reunião em que também participaram o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, Rangel avançou que essa "foi a solução sufragada pelos venezuelanos e deve ser tomada em conta." Por isso, González é a opção aceitável e, talvez, preferível" para a sucessão de Nicolás Maduro.
"A grande orientação é fazer tudo para garantir um processo democrático que vá ao encontro da vontade que os venezuelanos mostraram nas eleições e que não foi respeitada por Maduro", reforçou.
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Paulo Rangel revelou mesmo conversações nesse sentido com os governos de Espanha e Itália, países que, tal como Portugal, contam com forte presença na Venezuela, para que se comece um trabalho conjunto de transição democrática.
"Apelamos ao respeito do direito internacional. O que agora importa é construir um Governo legítimo", reforçou o ministro, que sublinhou a disponibilidade de Lisboa para "contribuir para a criação desse mesmo executivo que "substitua o ilegítimo que estava no poder".
Para Paulo Rangel, Maduro criou "uma elite de narcoestado que será agora julgada nos tribunais dos EUA, que nos merecem todas as garantias".
De resto, o titular dos Negócios Estrangeiros garantiu que não há baixas civis entre os portugueses na Venezuela. "Não temos conhecimento de feridos. Apenas sabemos que a nossa comunidade mostrou grande serenidade e maturidade e que está expectante em relação ao futuro", apontou.
Rangel disse ainda que o Governo vai tentar saber mais sobre "os cinco presos políticos luso-venezuelanos" que se encontram detidos nas cadeias do país.

