
Petróleo predominou discurso de Trump sobre operação na Venezuela
Foto: Jim Watson / AFP
Na conferência de Imprensa em Mar-a-Lago, na Florida, o presidente dos EUA deixou nítido, neste sábado, o interesse no petróleo venezuelano, tendo usado o recurso natural como principal argumento para justificar uma futura intervenção no Governo do país, que poderá durar anos. Donald Trump enviou mensagens a Cuba e a toda a América Latina, afirmando que a predominância de Washington "nunca mais será questionada".
O líder norte-americano retomou o argumento sobre a guerra às drogas ao defender a operação, alegando, sem apresentar nenhuma prova, que Nicolás Maduro enviou membros do Tren de Aragua para aterrorizar os EUA, embora o cartel não tenha, no entanto, ligações conhecidas com Caracas. A acusação de Maduro cita laços com o Cartel de los Soles - grupo criminoso que terá a participação de militares da Venezuela, mas cuja existência nunca foi comprovada.
A guerra às drogas não foi o que predominou, todavia, no discurso do magnata. O petróleo foi evocado diversas vezes para explicar o potencial de riquezas que uma intervenção poderá trazer. E Trump não descartou o envio de tropas para o solo venezuelano.
"Teremos as nossas grandes petrolíferas a entrar e gastar milhares de milhões de dólares para consertar as más infraestruturas petrolíferas e começar a fazer dinheiro para o país", celebrou Trump, falando numa "parceria" que deixará o povo da Venezuela "rico, independente e seguro". Citou também "reembolsos" a estas empresas, que foram "roubadas", numa referência à nacionalização do setor pelos Governos chavistas, a partir de 1999.
"Vamos governar"
"Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura", anunciou Trump, sem precisar que "grupo" liderará o país. Ao ser questionado se a presença norte-americana poderá durar anos, o presidente dos EUA, sempre a referir a eventuais grandes quantias de dinheiro, frisou: "Não nos custará nada."
"A predominância da América no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionada", destacou. "Cuba será um assunto sobre o qual acabaremos por falar", completou. "Se vivesse em Havana e fizesse parte do Governo, no mínimo estaria preocupado", disse o secretário de Estado, Marco Rubio, na mesma conferência.

