
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer
Foto: Andy Rain/EPA
O Reino Unido reagiu a um "suposto ataque com drone", ocorrido na base aérea do país no Chipre, informou o Ministério da Defesa britânico, após os ataques israelo-americanos no Irão.
"As nossas forças armadas estão a reagir a um suposto ataque com drones à base da Royal Air Force em Akrotiri, no Chipre, ocorrido à meia-noite" (22 horas de domingo em Portugal continental), disse um porta-voz do Ministério da Defesa. "O nosso dispositivo de proteção na região está no nível mais alto", acrescentou.
Não foram registadas vítimas de imediato.
A base de Akrotiri, território britânico ultramarino desde a independência cipriota em 1960, é a maior base militar do Reino Unido na região.
Londres enviou, recentemente, recursos adicionais para essa base, incluindo sistemas de defesa antiaérea e antidrones, radares e aviões F-35.
O Reino Unido concordou que os Estados Unidos utilizem bases militares britânicas para atacar locais de mísseis iranianos, anunciou o primeiro-ministro, Keir Starmer, no domingo, afirmando que Londres não participaria em "ações ofensivas no Irão". "Todos nos lembramos dos erros cometidos no Iraque e aprendemos com eles", sublinhou o chefe do Governo britânico. Mas "o Irão ataca os interesses britânicos e coloca em grave perigo os seus cidadãos" e os aliados na região, acrescentou Keir Starmer. "A única forma de pôr fim à ameaça é destruir os mísseis na fonte - nos depósitos de armazenamento ou nos lançadores que servem para disparar esses mísseis", referiu.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial". O Irão já confirmou a morte de Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
