Secretário de Defesa dos EUA admite soldados em território iraniano se necessário

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth
Foto: Alex Wong/Getty Images via AFP
O secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, afirmou, esta segunda-feira, que embora não existam soldados norte-americanos em território iraniano neste momento, Washington irá "tão longe quanto for necessário".
O líder do Pentágono (Departamento da Defesa) recusou-se a declarar abertamente o que os EUA estão "dispostos a fazer ou a não fazer" e quando questionado se soldados norte-americanos estavam destacados no Irão respondeu que isso era "uma estupidez".
Mas, ressalvou, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, quer que os inimigos compreendam que os EUA irão "tão longe quanto necessário para defender os interesses americanos".
Na primeira conferência de imprensa desde o início dos bombardeamentos contra o território iraniano, em coordenação com Israel, Pete Hegseth disse que o objetivo dos ataques ao Irão não passa pela construção de uma democracia no país.
"Chega de regras de combate estúpidas, chega de lamaçais com o objetivo de construir uma nação, não é um exercício de construção da democracia", afirmou Hegseth.
Os ataques contra o Irão "não são uma guerra para mudar o regime, mas com certeza o regime mudou e o mundo está melhor por causa disso", sublinhou.
O secretário de Defesa dos EUA insistiu que a operação militar contra o Irão, não era igual ao que aconteceu no Iraque, nem será um conflito interminável, mas, pelo contrário, tem a missão "clara e devastadora" de destruir as capacidades de defesa de Teerão.
Na mesma conferência de imprensa, o chefe do Estado-Maior norte-americano, o general Dan Caine, afirmou que os EUA conseguiram obter o controlo dos céus sobre o Irão graças aos ataques coordenados com Israel realizados desde sábado.
"O impacto combinado desses ataques - rápidos, precisos e esmagadores - resultou no estabelecimento de uma superioridade aérea local. Essa superioridade aérea não só reforçará a proteção das nossas forças, como também lhes permitirá continuar o seu trabalho sobre o Irão", disse o general.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Irão já confirmou a morte do aiatola Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
