
Familiares de pessoas detidas durante os protestos após as contestadas presidenciais de julho de 2024 e de outros presos políticos numa manifestação em Caracas, em novembro de 2024
Foto: Federico Parra / AFP
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou esta quinta-feira a libertação de um "número significativo" de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros. O líder do Parlamento de Caracas considera esta ação um "gesto de paz unilateral".
Os reclusos serão libertados nas próximas horas, mas Rodríguez, irmão da chefe de Estado interina da Venezuela, não especificou a quantidade de pessoas e o momento exato em que isto ocorrerá. O anúncio foi na estação pública Telesur.
"Trata-se de um gesto unilateral de paz e não foi acordado com mais nenhuma parte", esclareceu o presidente da Assembleia Nacional. Agradeceu ainda a intermediação do ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente brasileiro Lula da Silva e do Governo do Catar.
Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha, há cinco cidadãos espanhóis entre os presos que serão libertados. O JN contactou o Governo português e, até a esta hora, não conseguiu confirmar se há cidadãos lusos na lista.
A ação para aliviar a pressão internacional ocorre horas após a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, mostrar-se disponível para manter relações comerciais com os Estados Unidos. "Em primeiro lugar, devo dizer que existe uma mancha nas nossas relações que nunca ocorreu na nossa História, mas é também necessário realçar que não são extraordinárias nem irregulares, por exemplo, as relações económicas e comerciais entre os EUA e a Venezuela", enfatizou.
"Não nos rendemos à agressão económica e a qualquer tipo de agressão", frisou. "As nossas mãos estão estendidas a todos os países do Mundo, para as relações, a cooperação económica, comercial, energética", concluiu a nova presidente do país sul-americano

