Covid-19

AstraZeneca admite ainda ser possível ter vacina este ano

AstraZeneca admite ainda ser possível ter vacina este ano

O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca admitiu esta quinta-feira ainda ser possível ter uma vacina contra a covid-19 este ano, apesar da suspensão dos ensaios do seu projeto desenvolvido com a Universidade de Oxford.

"Podemos ainda ter uma vacina até ao fim do ano, início do próximo ano", disse o diretor-geral do grupo, Pascal Soriot, durante uma conferência 'online' organizada pelo grupo de media Tortoise.

O patrão do laboratório explicou, no entanto, que a decisão de retomar os ensaios não depende do seu grupo, mas de um comité de peritos independentes.

Nesta conferência, o dirigente francês repetiu que a pausa nos ensaios não é anormal, mas que teve mais repercussão devido ao interesse na vacina, considerada uma das mais promissoras do mundo.

A interrupção dos ensaios foi decidida após surgir uma "doença potencialmente inexplicável", que pode ter um efeito secundário grave, num participante nos testes, no Reino Unido.

A vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a universidade britânica de Oxford é um dos projetos ocidentais mais avançados, testado em dezenas de milhares de voluntários no Reino Unido, no Brasil, na África do Sul e, desde 31 de agosto, nos Estados Unidos.

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Os ensaios estão na denominada fase 3, a última, para verificar a segurança e eficácia da vacina.

No último balanço de quarta-feira, a OMS tinha registo de 35 "vacinas candidatas", avaliadas em ensaios clínicos no homem através do mundo.

Nove estão já na última etapa ou prestes a entrar.

A Agência Europeia do Medicameto (EMA, na sigla em inglês) estima que pode demorar, pelo menos, até ao início de 2021 "até uma vacina contra a covid-19 estar pronta, aprovada e disponível em quantidade suficiente" para uso mundial.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 904 mil mortos e quase 28 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.849 pessoas dos 61.541 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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