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"Até que se saiba o que aí vem, a Palestina só tenta viver"

"Até que se saiba o que aí vem, a Palestina só tenta viver"

O relógio já marca o fim da manhã e Maysoun Nakhla dirige-se à zona dos dormitórios para preparar o café. Acabara de sair da biblioteca da universidade, onde esteve a partilhar com os estudantes como é viver na Palestina.

Mudou-se ainda criança para Ramallah, com a mãe e dois dos três irmãos, "para conhecer e perceber a cultura" dos pais, imigrantes na América. Hoje, com 24 anos, rejubila-se com uma bolsa de intercâmbio em Portugal.

Foi acolhida há cerca de um mês pelo Instituto Superior de Administração e Gestão, no Porto, e deixou a licenciatura em Recursos Humanos para trás. Não se arrepende. "Quando viajo para algum lugar tenho lá família à minha espera. Desta vez, aprendi a andar de transportes e a encontrar os sítios de que preciso, tudo sozinha".

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