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Biden "dececionado" por não poder atravessar a fronteira a partir da Polónia

Biden "dececionado" por não poder atravessar a fronteira a partir da Polónia

O Presidente dos EUA, Joe Biden, mostrou-se esta sexta-feira dececionado por não poder atravessar a fronteira com a Ucrânia a partir da Polónia e avaliar pessoalmente o impacto da guerra no país, ao assegurar que "não deixaram fazê-lo" por motivos de segurança.

Durante a sua visita à cidade polaca de Rzeszow, perto da fronteira com a Ucrânia, Biden disse que gostaria de ter entrado no país para presenciar a "valentia" dos ucranianos, que comparou ao homem que se colocou frente aos tanques chineses na praça Tiananmen em 1989.

"Estou aqui, na Polónia, para avaliar a situação humanitária e, fracamente, parte da minha deceção deve-se ao facto de não poder vê-lo em primeira mão como sucedeu em outros lugares", afirmou Biden durante uma reunião centrada na ajuda humanitária aos refugiados ucranianos.

"Não me deixam, e suponho que é compreensível, cruzar a fronteira, e observar o que está a acontecer na Ucrânia", acrescentou o Presidente norte-americano.

Biden, que se encontrava a 100 quilómetros do país vizinho, não repetirá o que fez há 20 dias o secretário de Estado, Antony Blinken, que em 05 de março cruzou brevemente a fronteira para se reunir com o seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba.

A Casa Branca, ao alegar medidas de segurança, apenas revelou esta madrugada a deslocação de Biden à cidade polaca de Rzeszow, situada a cerca de uma hora por estrada da fronteira ucraniana.

Após visitar os militares norte-americanos estacionados neste país, membro da NATO, Biden participou numa reunião centrada na ajuda humanitária que tem sido dirigida aos mais de dois milhões de refugiados ucranianos que chegaram à Polónia no último mês.

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Biden, sentado ao lado do Presidente polaco Andrzej Duda, disse estar emocionado com as imagens que viu de locais como Mariupol, o principal bastião ucraniano no mar de Azov, e que permanece sob cerco russo.

"Parece ficção científica, ligar a televisão e ver como estão algumas destas cidades", afirmou.

Biden elogiou a "valentia, paixão e resiliência" do povo ucraniano, e a "coragem" de muitos civis perante a invasão russa.

"Quando vês uma mulher de 30 anos de pé frente a um tanque com uma espingarda... Recorda o que se passou na praça Tiananmen ao quadrado", afirmou, numa alusão ao "homem do tanque" no decurso da repressão aos protestos contra o regime chinês.

Rzeszow foi a primeira etapa de Biden na Polónia, que amanhã se vai reunir em Varsóvia com refugiados ucranianos e emitirá um discurso sobre a resposta aliada à invasão russa da Ucrânia, no final de uma deslocação à Europa e que também incluiu Bruxelas.

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