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Blog de Trump encerrado em possível antecipação a mudança de plataforma

Blog de Trump encerrado em possível antecipação a mudança de plataforma

O blog que reunia comunicados de imprensa de Donald Trump, antigo presidente dos EUA banido das redes sociais, foi fechado numa possível manobra de antecipação a uma mudança de plataforma, sugeriu quarta-feira o seu assessor, Jason Miller.

Lançado em maio, o blog do republicano era, na verdade, apenas um menu do seu site pessoal, intitulado "Desde o escritório de Donald J. Trump", onde os seus comunicados de imprensa eram reunidos.

O lançamento do blog foi alvo de chacota por parte de vários comentadores que esperavam, após o anúncio do lançamento deste site, uma verdadeira nova plataforma online.

Os comunicados de imprensa de Donald Trump aparecem, agora, sob a secção "Notícias" do site, enquanto o menu do antigo blog redireciona os utilizadores para um formulário para "receber alertas de Donald J. Trump".

Na rede social Twitter, o seu conselheiro e antigo responsável do Partido Republicano, Jason Miller, confirmou o encerramento do site e disse que "talvez seja o prelúdio da sua inscrição noutra rede social".

"Sim, é isso mesmo. Continuem atentos", respondeu Miller, ser adiantar mais informações.

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O conselheiro tinha declarado, no final de março, que Donald Trump estaria de volta à internet com "a sua própria plataforma".

O multimilionário republicano foi banido do Twitter e do Facebook enquanto ainda era presidente, acusado de incitar à invasão do Capitólio por parte de uma multidão de apoiantes, em 6 de janeiro, durante a cerimónia de confirmação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais do país.

A expulsão do ex-presidente foi criticada pelos conservadores, que defendem que as redes sociais cometeram um ataque à liberdade de expressão.

O antigo presidente continua a enviar regularmente os seus comunicados de imprensa para uma lista de subscritores na qual afirma, na sua linguagem característica e recorrendo ao uso de letras capitais, que não perdeu a eleição de novembro.

O seu alcance, no entanto, é muito menor do que quando publicava nas redes sociais, onde tinha perto de 89 milhões de seguidores no Twitter, 35 milhões no Facebook e 24 milhões no Instagram, antes de ser banido.

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