World Central Kitchen

Chef espanhol monta cozinhas solidárias para servir refugiados ucranianos

Chef espanhol monta cozinhas solidárias para servir refugiados ucranianos

Há uma década que o chef de cozinha José Andrés cruza o planeta para distribuir refeições em zonas de conflito. O espanhol montou cozinhas solidárias na Polónia e na Roménia para servir milhares de famílias ucranianas que fogem da guerra. As equipas do "World Central Kitchen" estão também a caminho dos restantes países que fazem fronteira com a Ucrânia para abastecer o maior número de refugiados.

Após longos quilómetros de incerteza, sem saber o que os espera do outro lado da fronteira, milhares de ucranianos têm chegado, nos últimos dias, à Polónia. Para combater o frio, a fome e o cansaço, José Andrés prepara refeições quentes para os aconchegar antes de seguirem viagem em direção aos abrigos.

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A ação humanitária da "World Central Kitchen" tem sido documentada através do Twitter pelo chef de cozinha espanhol, que só num dos pontos de ajuda, a poucos metros da Ucrânia, já serviu mais de oito mil refeições.

Nos vídeos publicados na rede social, Andrés mostra-se emocionado com a resiliência das famílias, sobretudo das crianças, que caminharam quilómetros debaixo de temperaturas negativas para fugir à guerra do seu país.

Além do trabalho desenvolvido nas ruas, o projeto "World Central Kitchen" está a colaborar com restaurantes em Lviv e em Odessa, na Ucrânia, para alimentar as famílias que ficaram no país.

Sob o lema "Onde quer que haja uma luta para alimentar as pessoas, nós estaremos lá" e encarando a alimentação como um direito humano universal, José Andrés criou em 2010 a "World Central Kitchen" - Central de Cozinha Mundial - após o catastrófico terramoto no Haiti, que provocou milhares de mortos, feridos e desalojados.

Há mais de 20 anos nos Estados Unidos, o chef espanhol foi premiado pela Casa Branca em 2015, com a Medalha Nacional das Humanidades. Mais recentemente, o multimilionário Jeff Bezos agraciou José Andrés pela sua "coragem e cidadania" com um prémio de 100 milhões de dólares para distribuir por instituições de caridade.

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