Epidemia

China "fecha" segunda cidade para conter vírus de pneumonia viral

China "fecha" segunda cidade para conter vírus de pneumonia viral

Depois das autoridades chinesas "fecharem" a cidade de Wuhan, onde surgiu o misterioso vírus de pneumonia viral que já infetou mais de 500 pessoas, segundo Pequim, também foram impostas restrições à circulação de pessoas na cidade de Huanggang.

Os primeiros casos do vírus "2019 - nCoV" apareceram em meados de dezembro na cidade chinesa de Wuhan, capital da província central de Hubei, quando começaram a chegar aos hospitais pessoas com uma pneumonia viral.

Mas só agora, após 17 mortos e 571 casos confirmados é que as autoridades chinesas decidiram suspender as ligações aéreas e ferroviárias em Wuhan - cidade com 11 milhões de habitantes. O mesmo aconteceu com viagens de autocarro, metro e ferries. Os residentes estão proibidos de sair da cidade. Medidas idênticas vão ser também tomadas na cidade vizinha de Huanggang, que tem seis milhões de pessoas, a partir da meia-noite (hora local).

Até ao momento, os serviços de saúde chineses acompanham 5897 pessoas que mantiveram contacto próximo com pacientes infetados e, dessas, 4928 estão em observação.

De acordo com a Comissão Nacional de Saúde da China, o período de incubação do vírus pode estender-se até 14 dias.

A Comissão Nacional de Saúde da China tinha já alertado que este novo tipo de coronavírus, uma espécie de vírus que causa infeções respiratórias em seres humanos e animais, "pode sofrer mutações e espalhar-se mais facilmente".

Fora da China continental, foram confirmados casos da doença em Macau, Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul, Japão, Tailândia e Estados Unidos.

Em todos os casos, os doentes trabalhavam ou visitavam com frequência o mercado de marisco e carnes de Wuhan. As autoridades desconhecem ainda a origem exata da infeção, mas vários indícios apontam para animais infetados, que são comercializados vivos, a transmitir a doença aos seres humanos.

Os sintomas destes coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

O surto surge numa altura em que milhões de chineses viajam, por ocasião do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais. Segundo o Ministério dos Transportes chinês, o país deve registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

Os casos alimentaram receios sobre uma potencial epidemia, semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu na quarta-feira prolongar até esta quinta-feira a reunião do Comité de Emergência para decidir se declara emergência de saúde pública internacional o surto de um novo coronavírus na China.

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