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França encerra todas as escolas

França encerra todas as escolas

França decretou, esta quinta-feira, o encerramento de todas as escolas do país, a partir de segunda-feira, face à ameaça de propagação do novo coronavírus. O Governo português vai decretar a mesma medida.

"As nossas crianças e os mais jovens são quem propaga mais rapidamente o vírus, mesmo que não tenham quaisquer sintomas", disse o presidente francês, para justificar o fecho de todas as creches, escolas, liceus e universidades. O ministro da Educação, Jean-Michel Blancher, vai anunciar as medidas de apoio às famílias com crianças nas próximas horas.

Emmanuel Macron afirmou que as eleições municipais marcadas para domingo se vão manter, mas que as regras de segurança sanitária serão seguidas à risca: "Nada se opõe a quem todos os franceses, mesmo os mais vulneráveis, vão até às urnas."

Com um tom grave, o presidente francês afirmou que a Covid-19 é "a crise sanitária mais grave em França no último século" e que a Saúde é a prioridade do país, indicando que todas as cirurgias não urgentes vão ser adiadas nos hospitais públicos e que "novas medidas vão ser tomadas para aumentar a capacidade dos hospitais".

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Em relação às consequências económicas desta pandemia, ao mesmo tempo que pediu às empresas para que deixassem os seus trabalhadores fazerem teletrabalho, Macron indicou que o Governo vai pôr em ação "um mecanismo especial e expressivo de apoio ao desemprego parcial". "O Estado vai responsabilizar-se pela indemnização dos salários dos trabalhadores que sejam obrigados a ficar em casa", anunciou.

Com a bolsa francesa a ser uma das afetadas com esta crise, Macron apelou a um plano europeu de relance económico europeu, garantindo: "Nós, europeus, não deixaremos que a crise económica e financeira se propague", declarou.

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