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Mais "armas, armas, armas" para a Ucrânia e um castigo para a Rússia

Mais "armas, armas, armas" para a Ucrânia e um castigo para a Rússia

Depois de a Ucrânia ter voltado a pedir mais armas, esperando uma ofensiva na frente oriental e um eventual regresso a Kiev, a NATO concordou em intensificar o apoio ao país. Acusada de cometer crimes de guerra, a Rússia foi suspensa do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Enquanto isso, o número de baixas civis e refugiados sobe em flecha. Saiba aqui quais os pontos-chave deste 43.º dia de guerra.

- A Assembleia Geral das Nações Unidas votou pela suspensão da Rússia de Conselho de Direitos Humanos da ONU, devido a alegados crimes de guerra e contra humanidade, durante a sessão desta quinta-feira, em Nova Iorque. Noventa e três países votaram a favor da resolução liderada pelos Estados Unidos, 58 países abstiveram-se e 24 votaram contra, incluindo a Rússia, a Bielorrússia, a China, o Irão e a Síria.

- Depois de a Ucrânia ter voltado a pedir "armas, armas, armas", o secretário-geral da NATO disse que a aliança concordou em fortalecer o apoio e fornecer "uma ampla gama" de sistemas de armas, bem como assistência e equipamentos de segurança cibernética para proteção contra ameaças químicas e biológicas. À margem de uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano em Bruxelas, Jens Stoltenberg disse não haver sinais de que Putin queira recuar. Por seu turno, Dmytro Kuleba pediu aos aliados ocidentais mais armamento pesado e sanções "ruinosas" contra Moscovo, defendendo que as atrocidades vistas em Bucha são "apenas a ponta do icebergue" dos crimes cometidos pela Rússia e que a situação em Mariupol "é muito, muito pior".

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- As autoridades ucranianas e ocidentais acreditam que a Rússia está a preparar uma nova ofensiva na frente oriental da Ucrânia, à medida que as forças russas se retiram dos subúrbios destruídos de Kiev para se reagrupar e intensificar os ataques no Donbass. Os próximos dias serão "a última oportunidade" para os civis no leste da Ucrânia deixarem a região, insistiu hoje o governador Sergei Gaidai, indicando que os russos estão "a cortar todas as saídas possíveis" em Lugansk e que "não há um hospital na área que ainda esteja intacto".

- O vice-chefe de gabinete das forças terrestres da Ucrânia admitiu hoje que a Rússia voltará provavelmente a atacar a capital ucraniana, de onde saiu nos últimos dias, caso consiga assumir o controlo total das regiões orientais de Donetsk e Lugansk, no Donbass. "É provável que o inimigo não tenha desistido do objetivo de um segundo ataque a Kiev. Existe essa ameaça", disse Oleksandr Hruzevych. Antes, a vice-ministra da Defesa ucraniana tinha alertado que o objetivo de longo prazo de Putin é tomar toda a Ucrânia, apesar de o seu foco de curto prazo ser o leste do país. "A Rússia não abandonou o seu plano de controlar todo o território da Ucrânia", disse Hanna Malyar.

- Um ataque aéreo russo numa ferrovia perto da estação de Barvinkove, em Donetsk, bloqueou a saída de três comboios de evacuação, de acordo com relatos recolhidos pelo jornal ucraniano "Hromadske" e citados pelo "The Guardian". Milhares de passageiros que deveriam ter sido retirados terão sido deixados na estação.

- O autarca de Mariupol, Vadym Boichenko, estimou que mais de cinco mil pessoas tenham morrido na cidade portuária sitiada e disse que mais de 100 mil pessoas ainda precisam de ser urgentemente retiradas. O presidente ucraniano pediu ao parlamento grego que use a sua influência para resgatar a população remanescente em Mariupol, que tem grandes comunidades étnicas gregas desde há vários séculos.

- Os serviços de informações da Alemanha gravaram conversas entre soldados russos na Ucrânia que supostamente provam que os disparos contra civis fazem parte da estratégia da invasão da Rússia, noticiou hoje o semanário "Der Spiegel".

- Volodymyr Zelensky aceitou o convite do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em coordenação com o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, para discursar no Parlamento português, por videoconferência.

- O porta-voz do Kremlin admitiu ter sofrido "perdas significativas" de tropas desde que a Rússia lançou a invasão da Ucrânia, numa rara admissão de falha do lado russo. "É uma grande tragédia para nós", respondeu Dmitry Peskov, quando questionado sobre se a guerra representou uma humilhação para a Rússia, numa entrevista à Sky News.

- Mortos e feridos: a invasão russa da Ucrânia já fez pelo menos 1611 mortos e 2227 feridos entre a população civil, a maioria dos quais vítimas de armamento explosivo de grande impacto, de acordo com o relatório desta quinta-feira do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que contabilizou 131 crianças mortas e 191 feridas. A agência da ONU acredita, no entanto, que estes dados estão muito aquém dos números reais, sobretudo nos territórios onde os ataques constantes não permitem recolher e confirmar a informação. A Procuradoria-Geral da Ucrânia, por seu turno, comunicou hoje que o número de crianças mortas em consequência dos combates subiu para 167 e o de menores feridos para 297.

- Refugiados: Segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, mais de 4,31 milhões de pessoas saíram da Ucrânia desde o início da guerra. Nas últimas 24 horas, mais 40.705 pessoas fugiram para outros países. Cerca de 90% das pessoas refugiadas são mulheres e crianças, já que as autoridades ucranianas não permitem a saída de homens em idade militar.

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