Covid-19

OMS tranquiliza: a Europa está preparada e escolas devem reabrir

OMS tranquiliza: a Europa está preparada e escolas devem reabrir

O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa defendeu esta quinta-feira que as escolas devem reabrir, mesmo em tempo de pandemia. Caso o nível de transmissão da SARS-Cov-2 seja elevado numa comunidade, os estabelecimentos devem permanecer temporariamente encerrados. Hans Kluge considera que a Europa está mais bem preparada para enfrentar a doença.

Com a reabertura prevista de escolas em vários países, a partir de setembro, Hans Kluge explicou que a pandemia da covid-19 criou a "maior interrupção nos sistemas educacionais da História" e afetou quase 1,6 mil milhões de alunos em mais de 190 países. Contudo, mesmo com o registo de 3,9 milhões de casos do novo coronavírus na Europa, o diretor regional da OMS não se resignou às preocupações, que muitos têm proclamado acerca do regresso dos alunos às salas de aulas. Kluge preferiu focar-se antes nas ações preventivas previstas para a retoma do ensino presencial.

Entre as medidas preveem-se o distanciamento social e ações de higiene "intensificadas". Além disso, os estabelecimentos devem funcionar de acordo com as circunstâncias: "abrir escolas em locais onde vírus está baixo [nível de transmissão]; ajustar os horários escolares e limitar o número de alunos em locais onde os casos estão mais disseminados; manter as escolas temporariamente fechadas em locais onde a transmissão comunitária é alta", esclarece o diretor regional da Organização Mundial da Saúde.

Ainda antes do regresso do ano letivo, inédito porque será em tempo de pandemia, Hans Kluge vai ter um encontro virtual com responsáveis de 53 países a 31 de agosto. "Vão ser discutidas ações concretas para assegurar que as crianças recebem educação apropriada em locais seguros", disse numa conferência de imprensa virtual, gravada a partir de Copenhaga, na Dinamarca.

Na primeira semana de agosto, foram registados mais 40 mil casos positivos de covid-19 face à primeira semana de junho na Europa, que teve 26 mil infetados, o número mais baixo no pico da pandemia. Kluge atribuiu esta subida ao relaxamento de algumas medidas de saúde pública e também a "pessoas [que] têm baixado a guarda". Especialmente os mais jovens, para quem o diretor regional envia uma mensagem: "Ninguém é invencível e se não morreres de covid, a doença pode manter-se no teu corpo como um tornado com uma cauda longa. Embora não seja tão provável os jovens morrerem de covid como as pessoas mais velhas, podem ainda assim ser seriamente afetados".

Para Hans Kluge, a Europa, com surtos consideráveis de covid-19 nas últimas semanas, está hoje mais bem preparada para enfrentar a doença do que em fevereiro, quando a pandemia eclodiu. "Com as medidas básicas nacionais e adicionais direcionadas, estamos numa posição muito melhor para eliminar esses surtos de vírus localizados", concluiu.

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