EUA

Polícia acusado de matar George Floyd tem historial de queixas e violência

Polícia acusado de matar George Floyd tem historial de queixas e violência

Derek Chauvin, o polícia acusado de matar George Floyd durante uma detenção que incendiou os EUA, tem um historial de violência com 18 queixas no currículo e o registo de vários tiroteios, dois com vítimas mortais.

O Ministério Público norte-americano agravou para homicídio em segundo grau a acusação do agente da polícia que provocou a morte a George Floyd e, pela primeira vez, acusou formalmente os três outros agentes que o acompanhavam.

Os quatro polícias envolvidos foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi acusado de homicídio em segundo grau, arriscando uma pena máxima de 40 anos de prisão.

Os restantes agentes, Thomas Lane, J. Kueng e Tou Thao, foram acusados na quarta-feira de auxílio e cumplicidade de homicídio em segundo grau e por homicídio involuntário.

Segundo o procurador-geral de Minneapolis, onde o homicídio aconteceu, um segundo ex-agente já foi detido (depois do primeiro acusado, Derek Chauvin) e espera-se entretanto a detenção dos restantes dois.

Chauvin tinha 18 queixas em 18 anos na polícia

Chauvin, de 44 anos, entrou para a polícia de Mineápolis em 2002. Em 18 anos de serviço, acumulou 18 queixas. Apenas duas das acusações terminaram com "ação disciplinar", segundo o resumo dos Serviços Internos do Departamento de Polícia de Mineápolis (MPD, na sigla orginal). Em ambos os casos, Chauvin foi repreendido por escrito.

PUB

De acordo com dados da Comunidade Contra a Brutalidade Policial, uma associação não lucrativa que agrupa queixas contra a policial daquele estado, citada pela CNN, Chauvin foi, ainda, repreendido oralmente por usar "tom humilhante", "linguagem depreciativa" e outra linguagem que merecia disciplina durante o serviço.

Não foram reveladas as datas ou descrição das causas para as 18 queixas apresetnadas contra Chauvin, que, segundo o jornal espanhol "El País", esteve envolvido em vários tiroteios, dois com vítimas mortais.

Em 2006, Chauvin disparou e matou um homem que supostamente tinha uma arma. Em 2008 fez o mesmo com um suspeito de violência machista. E em 2011 abriu fogo contra um homem que fugia de um tiroteio.

Tou Thao, outro dos ex-polícias detido e formalmente acusado no caso da detenção falta de Floyd, tinha seis queixas nos Assuntos Internos, uma das quais em aberto. As outra cinco foram arquivadas, sem sanção disciplinar.

Os outros dois agentes, J. Alexander Kueng e Thomas Lane, não tinham qualquer queixa apresentada nos Assuntos Internos, segundo o relatório da MPD.

Chauvin está detido na prisão de máxima segurança de Oak Park Heights, a 35 minutos de carro de Mineápolis, depois de ter passado por três cadeias, no espaço de 24 horas, até que as autoridades encontraram um local onde possa ficar preso, por ordem de um juiz, que determinou uma caução de 500 mil dólares (446 mil euros).

Segundo o responsável dos centros penitenciários do Minesota, Paul Schnell, o agente Chauvin está detido em "isolamento administrativo". Um procedimento de rotina que se aplica a todos os elementos das forças de segurança ou detidos com um perfil criminal elevado, que faz deles um alvo em movimento para os outros presos.

Mais de 10 mil detidos em protestos

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu a 25 de maio, em Minneapolis, depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de nove minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos dez mil pessoas foram detidas e o recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque.

Outras Notícias