Protesto

Polícia cabo-verdiana contém manifestantes junto à residência da embaixadora portuguesa

Polícia cabo-verdiana contém manifestantes junto à residência da embaixadora portuguesa

Elementos do corpo de intervenção da Polícia Nacional cabo-verdiana impediram a progressão dos manifestantes que se concentravam à porta da residência da embaixadora de Portugal, na Praia, este sábado.

"Queremos justiça" e "Justiça para o Giovani" eram algumas das palavras de ordem ditas pelos manifestantes junto à residência da embaixadora de Portugal, Helena Paiva, na Praia, ilha de Santiago, em Cabo Verde, como constatou a Lusa.

Os manifestantes, que participavam numa marcha de homenagem ao jovem Luís Giovani, que morreu em 31 de dezembro, irromperam pelo edifício do Palácio da Assembleia Nacional e foram travados pela polícia.

Seguiram para a residência oficial do Presidente da República e depois para a casa da embaixadora onde estavam pelas 17.20 horas locais (mais uma hora em Portugal continental) concentrados e contidos pelos elementos do corpo de intervenção da Polícia Nacional.

Esta tarde, pelas 16.40 horas locais, mais de um milhar de manifestantes forçaram todas as barreiras policiais e conseguiram chegar à porta da Embaixada portuguesa, gerando-se momentos de tensão.

A manifestação juntou este sábado mais de um milhar de pessoas e desmobilizou sem mais incidentes ao fim de duas horas.

A manifestação, apresentada como uma marcha pacífica e silenciosa, resultou numa das maiores de sempre realizadas na cidade da Praia e pretendia reclamar por justiça para caso do estudante cabo-verdiano Luís Giovani, de 21 anos, que morreu em Portugal em 31 dezembro após alegadas agressões sofridas à porta de um bar, em Bragança.

A saída dos manifestantes aconteceu cerca da 15.45 horas locais, com a marcha a percorrer várias artérias da cidade capital até à concentração em frente à Embaixada de Portugal, começando por assinalar a presença com uma salva de palmas geral e o lançamento de balões brancos.

Ao fim de alguns minutos de tensão junto aos portões da Embaixada, o gigantesco cordão humano seguiu para a Assembleia Nacional e depois para a residência oficial do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, repetindo os gritos exigindo a Portugal justiça para o caso do estudante cabo-verdiano.

Voltaram a ser travados por agentes da Polícia Nacional já à porta dos respetivos edifícios.

A Lusa não assistiu a qualquer detenção durante a manifestação, que terminou, após novos momentos de tensão ainda à porta da residência oficial da embaixadora portuguesa, cerca das 17.45 horas locais, com a desmobilização dos manifestantes, por entre críticas à Justiça portuguesa e à atuação de hoje da Polícia Nacional de Cabo Verde.

Vigílias de homenagem ao estudante cabo-verdiano Luís Giovani realizaram-se este sábado em Lisboa, Bragança, Praia (Cabo Verde), Londres, Paris e no Luxemburgo.

Luís Giovani dos Santos Rodrigues morreu em 31 de dezembro do ano passado no hospital, após ter sofrido uma agressão perto de um bar em Bragança onde estivera com amigos.

O caso está sob investigação da Polícia Judiciária portuguesa.

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