Guerra na Ucrânia

Risco de desastre nuclear cresce na central de Zaporíjia

Risco de desastre nuclear cresce na central de Zaporíjia

Russos acumulam explosivos nas imediações enquanto fazem ataques junto ao complexo, no sul do país. Mais quatro navios de cereais saíram da Ucrânia.

De olhos postos no sul da Ucrânia, as tropas russas desvalorizam os alertas da Agência Internacional de Energia Atómica, de que "há um risco de desastre nuclear" e continuam a armazenar explosivos junto da central de Zaporíjia, informou este domingo o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW).

O instituto revelou que, além das tropas do Kremlin terem minado toda a área ao redor do complexo, mantêm ainda 500 soldados, veículos blindados e material antiaéreo no edifício.

PUB

Segundo o ISW, as forças russas estão a usar a central nuclear - de importância estratégia para a Rússia por se localizar a cerca de 200 quilómetros da Crimeia (anexada em 2014) - como forma de sustentar os temores ocidentais em relação ao risco de desastre nuclear e, em consequência, "degradar a vontade de fornecer apoio militar" ao país invadido.

Depois dos ataques de sexta-feira, a Ucrânia acusou novamente a Rússia de bombardear a central este domingo. De acordo com as autoridades da região, a investida provocou danos em três sensores de radiação do complexo e feriu um trabalhador, o que levou Volodymyr Zelensky, líder da Ucrânia, a considerar que o ataque representa aquilo que tem sido o "terror nuclear russo".

Numa altura em que a comunidade internacional está em alerta devido ao receio de uma catástrofe semelhante à que ocorreu em Chernobyl, em 1986, uma luz de esperança irradiou o Mundo. A saída de mais quatro navios de cereais da Ucrânia, que transportam cerca de 170 mil toneladas de bens alimentares, constitui uma prova de que "é possível dialogar" para acabar com a guerra, frisou o Papa Francisco.

Na última semana já tinham zarpado outras embarcações dos portos ucranianos, dando continuidade ao processo que ficou acordado com a ONU. Este domingo, foi a vez dos navios Glory e Riva Wind, que em conjunto transportam mais de 100 mil toneladas de milho, serem encaminhados para Istambul. Já o Star Helena, com 45 mil toneladas de farinha, tem como última paragem a China. Por sua vez, o Mustafa Necati, que carrega 6 mil toneladas de óleo de girassol, deverá chegar brevemente a Itália.

Armas da NATO

De acordo com o Ministério da Defesa russo, as tropas de Moscovo destruíram, na região de Mykolaiv, 45 mil toneladas de munições fornecidas ao exército ucraniano pela NATO.

AI lamenta "angústia"

Depois de um relatório da Amnistia Internacional (AI) ter acusado o Exército ucraniano de colocar a vida dos civis em risco, a organização pediu desculpa pela "angústia e raiva" causadas pelo documento.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG