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Tromboses são efeitos secundários raros da vacina da AstraZeneca, conclui regulador europeu

Tromboses são efeitos secundários raros da vacina da AstraZeneca, conclui regulador europeu

A Agência Europeia do Medicamento concluiu que os coágulos no sangue devem ser incluídos como efeitos secundários muitos raros na vacina da AstraZeneca.

"Os benefícios sobrepõem-se aos riscos", esclarece uma das porta-vozes do regulador europeu, sobre a vacina da AstraZeneca, em conferência de imprensa, esta quarta-feira à tarde. Por serem incidentes muitos raros e poucos usuais, os profissionais de saúde devem estar atentos, explica a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês).

O regulador europeu clarificou que os "casos muito raros de coágulos sanguíneos combinados com níveis baixos de plaquetas sanguíneas ocorreram dentro de duas semanas após a vacinação".

Os dados mostram que estes efeitos raros ocorreram maioritariamente após a primeira dose da vacina.

Até 22 de março, o regulador registou " 62 casos de trombose do seio venoso cerebral e 24 casos de trombose venosa esplâncnica" após a administração da vacina da AstraZeneca, sendo que 18 casos resultaram em morte.

A maior parte dos incidentes aconteceu em pessoas com menos de 60 anos, sobretudo mulheres. Por essa razão, no Reino Unido, teme-se que mulheres mais jovens comecem a rejeitar a vacina, avança o "The Guardian".

Perante as perguntas sobre esta preocupação, Peter Arlett, chefe do Departamento de Farmacovigilância e Epidemiologia da EMA, comparou a administração da vacina e a relação entre o uso da pílula contracetiva e a formação de coágulos. "Isto dá uma referência de outro medicamento dado a uma população saudável que também causa um efeito secundário, que ocorre, raramente, mas que precisamos de ter em consideração", esclareceu em conferência de imprensa.

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Já Emer Cooke, diretora executiva da EMA, reagiu à suspensão da administração da AstraZeneca em menores de 30 anos no Reino Unido e esclareceu que terá "em conta" a sugestão britânica.

O regulador europeu não encontrou uma causa específica para a ocorrência de tromboses, mas garante que vai continuar a investigar.

O Comité de Avaliação de Risco de Farmacovigilância da EMA informa que a maioria dos casos ocorreu nos países do Espaço Económico Europeu, na União Europeia e no Reino Unido.

Para a Agência Europeia do Medicamento, a vacina da AstraZeneca continua a prevenir contra o vírus da SARS-CoV-2, especialmente os casos mais graves de covid-19, que exigem hospitalização e podem causar a morte.

Os "benefícios globais da vacina" da AstraZeneca "superam os riscos de efeitos secundários" é a conclusão mais proeminente do regulador europeu para transmitir segurança aos cidadãos.

Na conferência de imprensa desta quarta-feira, a EMA informou que o fabricante, a AstraZeneca, vai ser sujeito a vários estudos e mecanismos de controlo durante os próximos tempos.

O regulador reconheceu que os dados são ainda prematuros e que os países devem reportar todos os casos que considerem invulgares ou raros após a administração da Vaxzevria, a nova designação da vacina da AstraZeneca.

As novas conclusões da EMA surgem algumas semanas depois de o regulador europeu ter descartado, com base na informação disponível até então, uma possível relação de causalidade entre a vacina da AstraZeneca e os casos de trombose detetados em pessoas que tinham sido vacinadas. Na altura, a EMA disse que a posição não era definitiva e que a investigação aos efeitos da substância ia continuar.

Na segunda-feira, o responsável pela estratégia de vacinação da EMA, Marco Cavaleri, considerou "evidente", em declarações ao jornal italiano "Il Messaggero", a ligação entre a vacina da Oxford e da farmacêutica anglo-sueca e a ocorrência de coágulos sanguíneos.

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