"Lei de Tony"

"Vitória": Perpétua passa a ser pena máxima para maus tratos a crianças no Reino Unido

"Vitória": Perpétua passa a ser pena máxima para maus tratos a crianças no Reino Unido

A luta de Tony Hudgell, agora com sete anos, começou aos 41 dias de vida. Torturado pelos pais biológicos, o menino perdeu as pernas mas ganhou uma família que nunca desistiu de lutar por justiça. Hoje, celebram vitória. O Reino Unido acaba de aprovar a "Lei de Tony", alteração às penas de crimes cometidos contra crianças.

O caso do pequeno Tony Hudgell, agora com sete anos, que perdeu as pernas, em bebé, depois de ter sido agredido pelos pais biológicos, serviu de mote. E o apelo da família que o acolheu deu o enquadramento final à alteração penal agora aprovada no Reino Unido. Qualquer pessoa que cause ou permita a morte de uma criança ou adulto a seu cargo passa a enfrentar prisão perpétua, em vez da pena de 14 anos de cadeia.

A alteração aprovada por Dominic Raab, ministro da Justiça e vice-primeiro-ministro britânico, contempla ainda que a pena máxima para crueldade infantil aumente de dez para 14 anos, noticia o "Mail Online". "Esta é uma homenagem a Tony e aos seus pais adotivos, Paula e Mark. Esta vitória é para eles", realçou Raab. A mudança, batizada como "Lei de Tony", entra em vigor esta semana.

De recordar que os pais biológicos do menino, Jody Simpson e Tony Smith, foram condenados, em fevereiro de 2018, a dez anos de prisão, pena que, agora, com a nova lei, já seria diferente.

Tony tinha apenas 41 dias de vida quando foi levado para o hospital com falência de vários órgãos, inúmeras fraturas e uma septicemia (infeção generalizada), na sequência dos episódios de violência que sofreu às mãos dos pais. As lesões eram tão graves que, seis semanas após a hospitalização, os médicos tiveram de lhe amputar as pernas do joelho para baixo.

Paula e Mark Hudgell ficaram logo com a criança. "Trouxemo-la para casa ainda sem sabermos se tínhamos feito a coisa certa. Estava preocupada que ele estivesse demasiado frágil, mas decidimos amá-lo e protegê-lo", afirmou a mãe adotiva, em 2019, citada pela Sky News. Numa semana, Tony já sorria e os pais adotivos decidiram começar a lutar por todas as crianças vítimas de abusos. "Comecei a pensar nos meninos que morrem e não têm ninguém para lutar por eles", contou Paula, explicando, assim, a génese da chamada "Lei de Tony", voltada para o agravamento das penas por maus tratos.

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Uma conquista que agora celebram ao lado do filho, saudável e feliz. "O Tony mudou, sem dúvida, as nossas vidas e é uma alegria tê-lo por perto", concluiu.

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