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Ministro da Economia demite secretários de Estado

Ministro da Economia demite secretários de Estado

O ministro da Economia decidiu, esta terça-feira, a saída dos secretários de Estado da Economia e do Turismo, apurou o JN. João Neves e Rita Marques estariam em desarticulação com o ministro da tutela, António Costa Silva.

O primeiro-ministro, António Costa, deverá comunicar nas próximas horas as mudanças no Governo ao presidente da República.

No fim de setembro, João Neves e Rita Marques tinham manifestado visões divergentes de Costa Silva, que defendia uma descida transversal do IRC (imposto que incide sobre o lucro das empresas).

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"Dizer que vamos agir em IRC para resolver um problema de curtíssimo prazo é um erro", afirmou João Neves, enquanto Rita Marques lembrou na altura que o primeiro-ministro tem "a primeira e a última" palavra no que diz respeito à redução do IRC transversal a todas as empresas.

Demissões e polémicas - mais uma mexida

Em maio, Sara Abrantes Guerreiro deixou o Governo "a seu pedido", sendo substituída por Isabel Maria Duarte de Almeida Rodrigues, na secretaria de Estado da Igualdade e Migrações.

O presidente da República assegurou que não existiam razões políticas para a pequena remodelação, na mesma altura em que a Associação dos Ucranianos em Portugal denunciava que existiam na Câmara de Setúbal agentes infiltrados pró-russos a receber e a dar apoio logístico a refugiados da guerra.

Já passava da uma hora da madrugada, quando a então ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou a 30 de agosto, a sua saída do Governo, alegando ter deixado de "ter condições para se mantar no cargo".

O pedido aconteceu depois de semanas de notícias sobre falhas nas urgências de Ginecologia e Obstetrícia ao nível nacional.

Há três semanas, tinha acontecido a última mudança, com a demissão de Miguel Alves, que assumiu durante um curto período de tempo a pasta de secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro.

O ex-presidente da Câmara de Caminha foi acusado de um crime de prevaricação, por causa da contratação, por este município, de uma empresa de Manuela Couto, empresária que chegou a ser detida e continua a ser investigada na chamada Operação Teia.

O nomes de Miguel Alves foi ainda visado num polémico contrato da autarquia minhota para a construção do que viria a ser o Centro de Exposições Transfronteiriço (CET).

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