Pedido

ARS Norte recusa fazer novas cercas sanitárias

ARS Norte recusa fazer novas cercas sanitárias

Por três vezes, ao longo da semana, o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto, Marco Martins, pediu à Autoridade Regional de Saúde que fossem implementadas cercas sanitárias em alguns dos concelhos com mais casos de Covid-19, mas a proposta foi sempre rejeitada, por aquela entidade entender que a medida não surtiria efeitos.

Inicialmente, o pedido incidiu sobre os concelhos de Gaia, Maia, Valongo e Gondomar, cujos números de infetados com o novo coronavírus estavam em crescendo, mas, a meio da semana, e com o aumento a registar-se também em Matosinhos, este concelho acabou por entrar para a lista.

"No domingo, quando foi ativado o plano distrital de emergência do Porto, coloquei a questão à Autoridade Regional de Saúde, e voltei a colocá-la na segunda e na quarta-feira, mas foi dito que, como a situação [de contágio] estava tão generalizada entre as comunidades, já não valeria a pena avançar com essa medida e empenhar recursos nela, dado que já não seria eficaz. Aliás, o que me dizem é que a cerca sanitária em Ovar acabou por não ser eficaz", explicou ao JN Marco Martins, que preside, também, à Câmara de Gondomar.

"A decisão [da Autoridade de Saúde] foi, obviamente, acatada. Não a ponho em causa, porque tecnicamente não consigo pronunciar-me", afirmou o líder da Comissão Distrital de Proteção Civil, indicando, porém, que tudo "está planeado e programado" caso venha a ser decidida a implementação das cercas. Marco Martins destacou a "colaboração extraordinária da PSP e da GNR, que têm sido incansáveis".

O autarca de Gondomar disse não ter tido oposição de qualquer dos municípios para os quais foram propostos cordões sanitários - "ninguém disse "não", garantiu -, mas, questionadas ontem pelo JN as câmaras não assumiram posições unânimes. O autarca de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, afirmou apenas que "o município rejeita essa hipótese", e Matosinhos disse que "o cenário não se coloca".

Valongo não respondeu e o autarca da Maia confirmou ter pedido, "num primeiro momento, a criação de um cordão sanitário", mas verificou que o município "está em linha com os concelhos mais populosos e urbanos da Área Metropolitana". Silva Tiago acompanha, agora, a posição das autoridades de saúde, que "afirmaram que o cordão sanitário não seria solução".

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