
André Pestana
Foto: Estela Silva/Lusa
O ex-candidato presidencial André Pestana anunciou este sábado que irá apelar ao voto em António José Seguro na segunda volta das eleições, para "garantir a derrota de André Ventura", e admitiu ponderar a criação de um partido político.
André Pestana, que recolheu 0,2% dos votos na primeira volta das eleições presidenciais, disse à Lusa que a decisão foi tomada hoje em reunião da candidatura em Lisboa e surge da "necessidade de travar um retrocesso ainda mais vincado dos direitos dos trabalhadores, da juventude e dos reformados".
"A candidatura presidencial de André Pestana, que eu represento, perante os dois candidatos que passaram à segunda volta, claramente que irá dar o voto a quem garante a derrota de André Ventura, que representa o acelerar ainda mais profundo das injustiças".
André Pestana sublinhou que não defende António José Seguro como uma "referência porque representa mais do mesmo", mas afirmou que Ventura "não representa nenhum antissistema, mas sim um sistema ainda mais vincado com as injustiças do sistema atual".
O voto em António José Seguro "é um mal menor", referiu, acrescentando que a sua candidatura não irá apelar "ao voto em branco, à abstenção ou ao voto nulo".
Paralelamente, André Pestana anunciou que a candidatura está a discutir a continuidade do projeto político, admitindo a criação de uma nova força organizada. "Estamos a convidar todos e todas que acham que Portugal pode ser um país onde possamos viver e trabalhar com dignidade", afirmou.
O candidato explicou que a iniciativa poderá assumir a forma de partido. "Podemos chamar partido, movimento partidário, algo que se proponha a ser poder", disse, defendendo que "tem faltado uma voz diferente no parlamento. Iremos chamar todos os interessados em construir uma alternativa para o país", explicou. "Vamos agora fazer mais reuniões para ouvir pessoas do Norte", adiantou, referindo que esses encontros deverão ocorrer "nas próximas semanas".
Questionado sobre a possibilidade de futuras candidaturas, incluindo a eleições legislativas, respondeu afirmativamente. "Obviamente", afirmou.
