
André Ventura vai disputar a segunda volta das eleições presidenciais
Foto: Rita Chantre
Há cinco anos não foi além de um terceiro lugar nas presidenciais, mas cantou vitória e deixou no ar a garantia de que "não haverá Governo em Portugal sem o Chega", que fundou em 2019. Aqui chegados, André Ventura entrou mais uma vez na corrida a Belém amparado por um partido mais forte, com um grupo parlamentar de 60 deputados e a puxar dos galões ao intitular-se o líder da Oposição.
Começou a pré-campanha há um ano, mas foi obrigado a adiar a decisão para setembro, depois da queda do primeiro Governo de Montenegro, para entrar na corrida a primeiro-ministro. Em maio, conseguiu a maior vitória política ao ficar à frente do Partido Socialista com mais dois deputados eleitos.
Sem perder tempo, depois do verão virou a agulha para mais uma eleição: a sexta em sete anos. Afinou a máquina, recuperou armas e deu o tiro de partida com a perseguição aos imigrantes e aos ciganos. Foi obrigado a retirar os cartazes onde se liam algumas frases contra esta comunidade, mas não abrandou e chamou para si Salazar, D. Afonso Henriques, Pedro Passos Coelho e Francisco Sá Carneiro.
André Claro Amaral Ventura nasceu a 15 de janeiro de 1983, em Algueirão-Mem Martins, filho de pai comerciante e mãe empregada de escritório. Foi batizado por iniciativa própria aos 17 anos e concluiu o Secundário no seminário com a vocação de ser padre. Essa ficou pelo caminho e, em 2016, casou-se com Dina Nunes Ventura. Concluiu o curso de Direito na Universidade Nova, em Lisboa, com 19 valores, e o doutoramento na Universidade de Cork, na Irlanda. F
oi professor universitário, inspetor da Autoridade Tributária e consultor jurídico. Benfiquista ferrenho, tornou-se presença assídua na televisão como comentador desportivo. Na política, estreou-se pela mão do PSD, onde chegou a ser autarca de Loures e a posar ao lado de Passos Coelho. Com a entrada de Rui Rio na liderança dos sociais-democratas, o caminho estreitou-se e acabou por ser a rampa de lançamento para o Chega. Uma coisa é certa: o futuro de Ventura passará por Belém ou pelo Parlamento.

