António José Seguro não quer uma regionalização se for "para criar mais cargos"

António José Segura recusa dar luz verde às alterações do Governo às leis laborais
Foto: José Coelho/Lusa
O candidato presidencial António José Seguro considerou, esta sexta-feira, que o processo de regionalização não deve "criar mais cargos e lugares" e sublinhou, uma vez mais, que veta as alterações à lei laboral propostas pelo Governo caso a proposta se mantiver intacta.
Num encontro com empreendedores, empresários e estudantes na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, o candidato reforçou que não deixará passar o diploma se for eleito. "A legislação laboral não fez parte da proposta eleitoral dos partidos do Governo nem teve acordo no quadro da Concertação Social", justificou Seguro, que defendeu uma nova lei que "esteja adaptada a objetivos de futuro, como a digitalização".
Por outro lado, e depois de ouvir vários desafios sobre a sua posição nessa matéria, o candidato foi prudente em relação à regionalização. Não se opôs a um referendo sobre a matéria, embora tenha ressalvado que tal "cabe ao Parlamento" decidir, deixando pistas sobre a sua posição.
"Se a regionalização for para criar mais cargos e lugares, não. É possível criar quadros de escala no quadro das CCDR e das CIM", defendeu. "É preciso estratégia, porque o país não tem propósito se não tiver estratégia", completou.
Perante uma plateia onde se juntaram figuras como Elisa Ferreira, ex-ministra do Ambiente de António Guterres e ex-comissária europeia, Teixeira dos Santos, ministro das Finanças nos governos de José Sócrates, e Alexandre Quintanilha, antigo deputado do PS, Seguro garantiu que Portugal "está cansado de diagnósticos e quer soluções".
E garantiu isenção se ocupar o Palácio de Belém - "não sou um candidato partidário e nem serei um presidente partidário" -, prometendo que não causará ondas políticas. "Quero criar condições para o Governo cumprir o seu programa, isso para mim é estabilidade", explicou.

