
Mariana Leitão. presidente da IL
Foto: Paulo Novais / Lusa
Mariana Leitão, presidente da IL, revelou esta quinta-feira que vai votar, "sem grande entusiasmo", em António José Seguro, mas que o partido não vai apoiar nenhum candidato. Não fará campanha, disse numa entrevista à SIC Notícias, afirmando que o espaço de centro-direita não está na segunda volta por culpa de Luís Montenegro.
No debate quinzenal, tinha acusado Montenegro de ter colocado os interesses partidários à frente do país, quando insistiu no apoio a Marques Mendes. Este ex-candidato também já anunciou, esta quinta-feira à tarde, o seu voto em Seguro.
Por sua vez, os centristas confirmaram já que não apoiam ninguém. "O CDS não está próximo de nenhum dos candidatos", referiu Álvaro Castello-Branco, após uma reunião da comissão executiva.
O vice-presidente do partido disse que o CDS "combate o socialismo" e "rejeita o populismo". "Em coerência", não dará apoio a Seguro, nem a Ventura.
Entretanto, Pedro Mota Soares, ex-líder parlamentar do CDS e antigo ministro de Passos Coelho, anunciou o seu apoio a Seguro, sublinhando que partilham o respeito pelos limites constitucionais dos poderes do presidente.
Na véspera, durante o debate com o primeiro-ministro, Paulo Núncio recusou classificar Ventura de antidemocrata. "Ouço para aí dizer que a segunda volta vai ser disputada entre um candidato democrata e um antidemocrata. Qualquer candidato que receba o voto popular e ganhe eleições tem legitimidade democrática, quer seja de Esquerda, quer seja de Direita", defendeu o líder parlamentar do CDS-PP.

