As medidas do Governo: Para Seguro "vão na direção certa", para Ventura são "um falhanço"

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Foto: Carlos Barroso/Lusa
O Governo anunciou este domingo um pacote de apoios que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros para responder aos estragos provocados pela depressão Kristin, abrangendo famílias, empresas e entidades públicas.
O candidato presidencial António José Seguro considerou que as medidas anunciadas pelo Governo "vão na direção certa", defendendo que o importante é que cheguem rapidamente e sem burocracia às pessoas e empresas.
"Em primeiro lugar, parece-me que as medidas que hoje o primeiro-ministro anunciou vão na direção certa. O que é importante é que cheguem o mais rapidamente às pessoas, às empresas e às famílias que estão em dificuldades. Nós conhecemos a tradicional burocracia do Estado, não pode haver burocracia aqui", defendeu, no final de um comício em Gouveia, distrito da Guarda.
De acordo com o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais, "as pessoas estão a viver um momento de aflição". Por isso, reiterou, as medidas "têm que chegar rapidamente às empresas, têm que chegar rapidamente às pessoas para que elas possam reconstruir as suas vidas, o seu património e voltem à normalidade".
Para o candidato presidencial André Ventura, a resposta e o programa de apoios do Governo para as zonas afetadas pela intempérie é um "falhanço em toda a linha", acusando o executivo de "gozar com as pessoas".
"Quando se estabelece para ajudar as pessoas limites de 500 euros ou 530 euros [537 euros], isto só pode ser gozar com a população", disse, antes de participar numa ação de campanha em Vila Verde, no distrito de Braga. Em declarações aos jornalistas, André Ventura focou-se sobretudo nesses valores, dando a ideia de que esses seriam os apoios a que as pessoas que "perderam tudo" teriam direito, considerando que a reconstrução "não pode ser [com] um apoio de 500 euros nem um apoio de mil euros". No entanto, de acordo com o Conselho de Ministros, os apoios para a reconstrução da habitação própria e permanente vão até dez mil euros.
Face aos apoios anunciados, o candidato presidencial considerou que "mais valia ao Governo ter ficado em silêncio hoje", acusando o executivo liderado por Luís Montenegro de dar uma resposta muito aquém das necessidades. "Quando tiver a oportunidade [de falar com o primeiro-ministro] vou dizer que acho que é um dos dias mais negros e de maior falhanço da história deste Governo", vincou.
