
Tempestade Kristin derrubou 61 postes de muito alta tensão e arrasou 7% da rede elétrica nacional
Foto: Paulo Cunha/Lusa
É complexo e custa muitos milhões. Enterrar a rede elétrica implica uma despesa a rondar os 20 mil milhões de euros, uma conta feita por baixo que dá para pagar dois novos aeroportos de Lisboa. A ministra do Ambiente e Energia anunciou esta semana um estudo para saber os custos e benefícios da solução, mas os engenheiros ouvidos pelo JN afirmam que a rede já é resiliente e apenas admitem linhas subterrâneas na média tensão e em pontos estratégicos. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) também não vê urgência na adaptação.
A tempestade Kristin, que derrubou quilómetros de cabos elétricos e deixou milhares de famílias sem eletricidade, trouxe novamente para o debate público a resiliência das infraestruturas do país. No total, existem 245 798 quilómetros de rede de muito alta tensão, gerida pela REN, e de alta, média e baixa tensão da responsabilidade da E-Redes. Mas só 21% estão enterrados, num total de 51 287 quilómetros. Uma gota no oceano.

