
Oferta nas residências públicas é insuficiente e, até ao final do ano, só surgirão mais 1025 camas
Pedro Correia / Global Imagens
Mercado agrava-se com pouca oferta face à falta de camas nas residências públicas. Alunos acabam por disputar alojamento com imigrantes por causa do custo das casas.
Com o novo ano letivo à porta, começa a “caça” ao quarto para arrendar. Num mercado de arrendamento que não chega para todos, os estudantes deslocados tentam conseguir um teto a preços acessíveis, que, face à escalada do custo das casas, é disputado também, cada vez mais, pelos trabalhadores imigrantes. Há famílias de universitários a anteciparem cauções e dois a três meses de renda para garantirem o alojamento, ainda antes de conhecerem as colocações (que saíram domingo). E começam a pagar renda em agosto, mesmo sem estar a ocupar a cama. A pressão na procura e a pouca oferta agigantam os preços. Nas plataformas virtuais, pedem-se mensalidades, em média, de 500 euros.

