
Estragos no centro de Leiria, um dos concelhos mais afetados
Foto: Pedro Correia
Mário Marques, climatologista e especialista em riscos naturais, falou ao JN sobre a depressão Kristin e o seu efeito em Portugal.
As previsões falharam?
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera, até às 2 horas da manhã [de ontem], mantinha a previsão de que seria mais grave a Norte, entre Figueira da Foz e Vila do Conde, o que era irrealista na nossa ótica. Apontávamos que entrava entre Sines e a Figueira da Foz, mas a área de maior instabilidade afetaria o Oeste. Existia uma depressão - que afetou o Reino Unido - que, por si só, já iria forçar que a corrente de jato se deslocasse mais para sul, e tínhamos um forte gradiente térmico.
