
O primeiro-ministro, Luís Montenegro
Foto: António Cotrim / Lusa
O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira, no debate quinzenal, que vai propor ao presidente da República, na próxima semana, um novo ministro da Administração Interna, para suceder a Maria Lúcia Amaral, concluindo assim a "recomposição" do Executivo.
"Preocupa-se com questões de nomeação, mas na próxima semana o Governo terá a sua composição completamente estabelecida, com a proposta que farei ao senhor presidente da República para a Administração Interna", declarou Luís Montenegro em resposta ao deputado André Ventura.
"Apesar de lhe terem dito que a ministra não tinha condições, insistiu em mantê-la no cargo. Já sabemos que não a conseguiu tirar a tempo, mas que consiga nomear a tempo", havia dito o líder da bancada do Chega.
Desafiado pelo líder do Partido Socialista para prorrogar o estado de calamidade devido às tempestades, o líder do Governo recusou. "Nós não vamos agora alargar o estado de calamidade. O estado de calamidade terminou. A componente da prontidão operacional para fazer face à calamidade não faz sentido, porque a calamidade passou, efetivamente", declarou Montenegro.
O primeiro-ministro assegurou, contudo, que "os mecanismos de recuperação e de reconstrução das áreas afetadas serão aplicadas em todo o território nacional".
O Executivo decretou a situação de calamidade nos 68 concelhos mais afetados, que vigorou entre 29 de janeiro e o passado domingo, tendo aprovado um pacote de apoios inicialmente estimado em 2,5 mil milhões de euros. O primeiro-ministro anunciou esta tarde que o montante dos apoios do Estado para responder às consequências das intempéries já ascendem a 3,5 mil milhões de euros.
Luís Montenegro salientou que o Governo deu resposta a "um desafio excecional com medidas excecionais", assinalando que foram realizados três Conselhos de Ministros em oito dias para aprovar medidas urgentes.
No debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro referiu ainda que 14 491 pessoas já recorreram a apoio para reconstrução de habitações e 3662 aos apoios de urgência. O Governo contabilizou 4697 candidaturas às linhas de crédito para reconstrução e 6131 candidaturas para apoio aos agricultores, além dos pedidos de "lay-off" que abrangem já 1385 trabalhadores.

