Estado não é perfeito mas "nunca respondeu com esta rapidez e eficácia", garante Montenegro

Primeiro-ministro do debate quinzenal
Foto: António Cotrim/Lusa
O primeiro-ministro defendeu, esta quinta-feira, a atuação do Governo na resposta às consequências do mau tempo, dizendo que nunca o Estado "respondeu com esta rapidez e eficácia" em situações nacionais e internacionais semelhantes.
Luís Montenegro falava no debate quinzenal no parlamento, o primeiro desde as depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram 18 mortos em Portugal e provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
"Em suma, o Estado nunca faz tudo de forma perfeita, mas a verdade é que nunca respondeu com esta rapidez e eficácia perante uma catástrofe. A comparação com situações semelhantes quer em Portugal, quer no estrangeiro, é capaz de o evidenciar", afirmou.
"Desde a primeira hora coordenámos, comunicámos, decidimos e estivemos no terreno. Mobilizámos todos os recursos para responder às muitas e urgentes necessidades dos portugueses", defendeu.
Na sua intervenção inicial, o primeiro-ministro explicou que a resposta do Estado "mobiliza diariamente mais de 40 mil operacionais" da proteção civil, bombeiros, autarquias, forças de segurança, Forças Armadas, serviços de saúde, florestais, ambientais, da educação, da segurança social, entre muitas outras áreas.
"Quero aqui, de forma muito clara e enfática mesmo, fazer um reconhecimento público e a gratidão a todos estes portugueses que estão a ajudar aqueles que estão a passar por maiores dificuldades", afirmou.
Montenegro deixou ainda uma palavra para os que continuam sem acesso aos serviços básicos mais de três semanas depois da primeira tempestade. "Não descansaremos enquanto compatriotas nossos estiverem sem telhado, sem acesso à eletricidade, água ou comunicações", assegurou.
Apoios do Estado já são de 3,5 mil milhões de euros
O primeiro-ministro anunciou ainda que o montante global de apoios do Estado para responder às consequências do mau tempo já ascendem a 3,5 mil milhões de euros, defendendo que existiram respostas excecionais a "um desafio excecional". "Nunca o país cortou tanto em burocracia", defendeu.
O primeiro-ministro defendeu que o Governo respondeu a "um desafio excecional com medidas excecionais", recordando a realização de três Conselhos de Ministros em oito dias para aprovar medidas urgentes.
"Perante a situação de calamidade, adotámos medidas sem precedente na celeridade, no impacto e na abrangência", defendeu, estimando que o pacote global de apoio - que no início ascendia a cerca de 2500 milhões de euros - já vai nos 3500 milhões.
Passando em revista as principais medidas já aprovadas pelo Governo, Montenegro salientou que 14.491 pessoas já recorreram a apoio para reconstrução de casas e 3662 aos apoios de urgência.
Do lado da economia, contabilizou 4697 candidaturas às linhas de crédito para reconstrução e 6131 candidaturas para apoio aos agricultores, além dos pedidos de "lay-off" que abrangem 1385 trabalhadores.
"Nunca o país cortou tanto em burocracia. Para garantir rapidez, trocámos o controlo administrativo prévio pela verificação a posteriori, tentando conciliar confiança com responsabilização", considerou.
