Reunião do primeiro-ministro com CGTP sobre lei laboral adiada pela segunda vez

Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP
Foto: Manuel de Almeida /Lusa/ Arquivo
A reunião do primeiro-ministro com a CGTP foi novamente adiada, estando agora prevista para 20 de janeiro.
O adiamento deveu-se a "motivos de agenda", disse à agência Lusa fonte oficial da central sindical.
A CGTP tinha pedido em 15 de dezembro uma reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reafirmando a exigência de retirar o pacote laboral, expressa, "de forma inequívoca", na greve geral de 11 de dezembro. A reunião estava marcada para 7 de janeiro, tendo sido remarcada para 14 de janeiro, mas novamente adiada, estando agora prevista para 20 de janeiro pelas 15.30 horas.
No encontro, deverá também estar presente a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho.
Em declarações à Lusa, o secretário-geral da CGTP disse que o Governo "tem que ouvir a maioria" e espera que, na reunião com o primeiro-ministro, seja dada uma "resposta" à exigência de retirada do pacote laboral.
Tiago Oliveira afirmou que a reunião não será para "negociar seja o que for", mas "para exigir do Governo uma resposta". "O Governo tem que ouvir a maioria. E a maioria pronunciou-se contra o pacote laboral", sublinhou.
A ministra do Trabalho tem vindo a reiterar que a CGTP se tem colocado à margem das negociações, enquanto a central sindical rejeita as críticas, indicando que o Governo não acolheu qualquer das suas propostas e "bloqueou" a discussão.
A CGTP apelou para "uma discussão séria, tendo em conta aquilo que hoje é negativo, para melhorar as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores".
O líder desta central sindical reiterou que, mesmo que o Governo não retire a proposta, a CGTP vai manter-se à mesa das negociações na Concertação Social para dar "voz aos trabalhadores".
À Lusa, o secretário-geral da CGTP disse que a central sindical não descarta novas formas de luta e que, perante a posição que for transmitida pelo Governo na reunião com o primeiro-ministro ou na próxima reunião plenária de Concertação Social, cuja data não está marcada, "a CGTP irá apresentar aos trabalhadores a proposta que entender necessária para dar continuidade à luta".
A CGTP vai realizar na terça-feira uma manifestação nacional, com início pelas 14.30 horas na Praça Luís de Camões, em Lisboa, rumando depois para São Bento, com o intuito de "exigir a retirada do pacote laboral".
Em declarações à Lusa, o secretário-geral da CGTP antecipou que haverá uma "grande concentração em frente à Assembleia da República", seguida da entrega de um abaixo-assinado com "dezenas de milhares de assinaturas", que foram recolhidas "ao longo dos últimos três meses".
A CGTP e a UGT levaram a cabo em 11 de dezembro uma greve geral contra a proposta do Governo, a quinta a juntar as duas centrais sindicais e o que não acontecia desde a paralisação conjunta de 27 de junho de 2013.
