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Governo afasta responsabilidades nos problemas dos votos da emigração

Governo afasta responsabilidades nos problemas dos votos da emigração

O ministro dos Negócios Estrangeiros desvalorizou, esta quarta-feira, as falhas no envio dos votos dos cidadãos portugueses no estrangeiro. Augusto Santos Silva preferiu sublinhar a "decisão histórica" de instituir o recenseamento automático, que aumentou em cerca de 1,2 milhões o número de emigrantes aptos a ir às urnas.

Durante a audição que decorreu no Parlamento, na véspera da reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, e perante a interpelação de Duarte Marques, do PSD, o ministro lembrou que "os funcionários da administração eleitoral e dos consulados não mandam" nas estações de correio dos vários países estrangeiros - nomeadamente nos do Brasil, onde disse terem ocorrido diversos problemas burocráticos, ou nos do Canadá, onde vários funcionários não sabem ler francês.

Ao responder a Duarte Marques - que classificou o recenseamento automático como uma boa ideia que "foi gerida com os pés" e considerou que "os nossos emigrantes não mereciam tamanha desfaçatez" - Augusto Santos Silva preferiu vincar uma "decisão histórica que permitiu acabar com a discriminação que existia", lembrando que o número de recenseados no estrangeiro para estas eleições legislativas multiplicou por cinco face às de 2015.

O ministro revelou, também, que o Ministério da Administração Interna recebeu, ao todo, mais de 140 mil votos de cidadãos portugueses residentes no estrangeiro, o maior número de sempre.

Os resultados eleitorais da emigração vão ser conhecidos ainda esta quarta-feira.

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