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Casais inférteis já esperam três anos e meio para ter filhos

Casais inférteis já esperam três anos e meio para ter filhos

Banco Público de Gâmetas com mil casais em espera. Grupo de trabalho para melhorar acesso à PMA entregou relatório em maio, mas ainda sem retorno.

Um cenário que já não era favorável, a pandemia veio agravar. O Banco Público de Gâmetas (BPG) está a dar resposta a pedidos de gâmetas femininos de setembro de 2018 e masculinos de novembro de 2018. Está, agora, nos três anos e meio o tempo de espera para o milhar de casais que necessitam destas doações para cumprirem o sonho de terem um filho através de técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA). Num agravamento de cerca de seis meses face há um ano. As medidas preconizadas pelo grupo de trabalho para melhorar o acesso à PMA, entregues em maio, estão, dizem os peritos, na "gaveta".

De acordo com dados facultados ao JN pelo BPG, no final de março contavam-se 669 beneficiários em espera para doações de espermatozoides e 335 beneficiários para ovócitos. Face há um ano, são mais 18 e menos oito, respetivamente. Mas se olharmos para os dados no início de 2020, antes da pandemia, constata-se um aumento da lista de espera para gâmetas masculinos em 35%. Os pedidos de ovócitos estão estáveis.

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