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Cecília Meireles vai deixar de ser deputada do CDS-PP

Cecília Meireles vai deixar de ser deputada do CDS-PP

A centrista adiantou que vai deixar a vida política no Parlamento, após as eleições legislativas que vão acontecer a 30 de janeiro.

Cecília Meireles confirmou ainda à "TSF" que vai, no entanto, a continuar a ser militante do partido. "A decisão mais serena e mais leal é que cumprindo o mandato até ao fim, fazendo estas três semanas, com a dissolução do Parlamento, eu porei um ponto final na minha vida parlamentar e em cargos partidários, ou seja, deixo o Parlamento e planeio virar uma página e começar uma vida nova", afirmou.

Sobre a saída do Parlamento, a deputada diz que não tem outra opção, depois das declarações de Francisco Rodrigues dos Santos, atual presidente do CDS, no último Conselho Nacional. Segundo a deputada, Rodrigues dos Santos acusou alguns militantes do partido de "terrorismo político", entre os quais se inclui Cecília Meireles.

"O presidente do meu partido, na sua intervenção inicial [no Conselho Nacional], dirigiu-se a um grupo de pessoas, da qual eu também faço parte, dizendo que fazíamos terrorismo político, que passávamos a nossa vida a dizer uma coisa e a fazer outra. E que toda esta confusão é por causa dos lugares dos deputados. Isto são coisas graves de se ouvir e que não podem passar em branco", defendeu.

Cecília Meireles, apesar de não se desfiliar do partido, junta-se a vários nomes do CDS que, nos últimos dias, mostraram descontentamento com as decisões tomadas no último Conselho Nacional do CDS, onde ficou decidido o adiamento do congresso do partido. Desta forma, o órgão possibilita que Francisco Rodrigues dos Santos concorra às eleições legislativas, numa altura em disputa a liderança do CDS com Nuno Melo.

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