OE2022

Costa não exclui acordo escrito com BE mas recusa "dramas"

Costa não exclui acordo escrito com BE mas recusa "dramas"

O primeiro-ministro defendeu, esta sexta-feira, que a aprovação do Orçamento do Estado não se prende em questões formais, sem excluir um "acordo escrito", como pediu o BE, e recusou dramas, lembrando o "inferno" da covid.

"Se quiserem um acordo escrito, esse não é o problema. Não vamos perder-nos aqui em questões de forma. A construção de um orçamento não é um debate entre partidos, é um debate entre quem governa, quem legisla e o conjunto da sociedade portuguesa, o conjunto dos cidadãos. E a preocupação fundamental que temos de ter é ter um bom orçamento, que responda aquilo que são as prioridades do país", defendeu António Costa, que falava aos jornalistas numa escola em Benfica do Ribatejo, no concelho de Almeirim.

"Não vale a pena procurarmos o drama, vale a pena é concentrarmo-nos naquilo que é essencial. Com toda a franqueza, drama já tivemos o suficiente durante o último ano e meio. São perdas de mais de 18 mil vidas, mais de um milhão e meio de portugueses que esteve infetado, convém não esquecer o inferno que vivemos durante este ano e meio. Querem mais drama? Eu não quero", acrescentou o chefe de Governo.

Para António Costa, agora é tempo de "aproveitar o sucesso deste processo de vacinação" e "acelerar o processo de vacinação nas outras áreas do mundo", para garantir uma "vacinação global antes que surjam novas variantes que não estejam cobertas pela atual vacina". "Não perder tempo, por o país a andar para frente. Acho que é esse o espírito que todos têm de ter, uns pensarão isto outros pensarão aquilo, com certeza, temos de fazer todos um esforço para encontrar o maior denominador comum das posições entre todos", afirmou.

BE quer acordo político para viabilizar OE

Em entrevista ao "Público", a deputada e dirigente do BE Mariana Mortágua aludiu à necessidade de um acordo político para a viabilização do Orçamento do Estado para 2022, detalhando que "esse acordo político inclui medidas orçamentais, mas inclui medidas da organização da sociedade e da economia". As restantes medidas "não têm que estar no Orçamento, mas têm que estar acordadas", declarou ao jornal.

"Não basta o Partido Socialista e o primeiro-ministro dizerem que têm disponibilidade para discutir. O que nós queremos é que as três propostas que colocámos em cima da mesa - os dias de férias que foram cortados durante a troika, a questão da indemnização por despedimento que foi cortada durante a troika e a questão da contratação coletiva que impede a subida dos salários - sejam aprovadas".

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Após a entrega da proposta de OE para 2022 pelo Governo na Assembleia da República PCP e BE anunciaram, que, como está o documento merecerá o voto contra daqueles partidos.

Sobre as prioridades do país que devem ser a preocupação principal para a aprovação do orçamento, o primeiro-ministro reiterou que são a recuperação da economia, o reforço dos serviços públicos na educação e na saúde.

"As prioridades são certas, as medidas são as adequadas, conjugam-se bem com os outros instrumentos de política, desde o estatuto do SNS, à agenda do trabalho digno, à execução do Plano de Recuperação e Resiliência", afirmou.

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