Coronavírus

Duas internas infetadas ditam fecho de USF, médico sindicalista de quarentena

Duas internas infetadas ditam fecho de USF, médico sindicalista de quarentena

O médico Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), está em isolamento domiciliário por ter sido determinada pelas autoridades de saúde a quarentena de todos os profissionais e o encerramento por duas semanas da USF onde trabalha, na sequência da confirmação de dois casos positivos de Covid-19.

Ao JN, Roque da Cunha explicou que em causa estão duas médicas internas que trabalham na USF Sacavém e que foram despistadas como casos positivos de Covid-19, obrigando os cerca de 30 profissionais - 11 médicos, enfermeiros e assistentes clínicos - desta Unidade de Saúde Familiar (USF) a entrar em situação de isolamento domiciliário.

Segundo este clínico, a Linha de Apoio ao Médico (LAM) demorou três dias a validar o caso. "Primeiro que a LAM desse o 'Ok' demorou dois dias. Só ao terceiro é que se fez a análise", relatou.

A demora levou a que as duas internas tivessem estado "um dia a trabalhar com sintomas", mais concretamente tosse, nesta USF, embora tenham usado máscaras de proteção.

Roque da Cunha defendeu que não pode ser apenas a LAM a validar os casos suspeitos para análise e questionou se estas chamadas estarão a ser gravadas para o caso de se verificar algum problema. No seu entender, os médicos de infecciologia e os de medicina interna deveriam ter "autonomia" para pedir a análise.

"Temos de dar poder aos médicos que têm experiência nesta área", frisou, porque senão, "perde-se tempo precioso".

"Esta condicionante não impedirá a continuidade da sua intervenção sindical com o recurso às tecnologias de informação e comunicação", lê-se num comunicado, onde o secretário-geral do SIM faz um apelo a toda a população para que cumpra com o maior civismo as determinações das autoridades de saúde.

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