Jerónimos

Figuras do Estado prestam última homenagem a Freitas do Amaral

Figuras do Estado prestam última homenagem a Freitas do Amaral

Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e Ferro Rodrigues marcaram presença na missa em memória de Diogo Freitas do Amaral, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

O presidente da República quis honrar um homem que "mostrou coragem em vida e também algo mais difícil, que é ter coragem perante a morte".

"Anteontem [quinta-feira] tinha-lhe prestado homenagem em nome do presidente da República, ontem [sexta-feira] vim como amigo, hoje volto como presidente da República e amigo", disse Marcelo. O chefe de Estado recordou também "o homem, o patriota, o democrata, o europeísta, o espírito universal, o grande professor e o grande jurista", agradecendo ainda, "em nome de todos os portugueses", o "serviço" que Freitas do Amaral prestou ao país.

António Costa lembrou "um grande estadista, um notável académico e um dos fundadores do regime democrático", que considerou ter sido "um exemplo cívico pela forma permanente e coerente como ao longo da vida, foi prosseguindo os seus ideais". O primeiro-ministro considerou ainda "um privilégio" ter sido colega de Governo de Freitas do Amaral durante o primeiro mandato de José Sócrates, quando Freitas foi ministro dos Negócios Estrangeiros e Costa ocupou a pasta do Estado e da Administração Interna.

Já Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, expressou a "elevada estima" que nutria por um "homem culto" que teve um papel fundamental na construção do regime democrático.

Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, destacou o papel de Freitas do Amaral na "estabilidade do sistema político", concedendo-lhe parte do mérito pelo facto de Portugal não ser palco "dos autoritarismos" que assolam "o resto da Europa".

PUB

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, sublinhou a importância de Freitas do Amaral na "consolidação da democracia", ao passo que Pedro Silva Pereira, antigo ministro da Presidência e colega do fundador do CDS no Governo Sócrates, recordou que, na altura, Freitas demonstrou disponibilidade para ser ministro dos Negócios Estrangeiros desde que lhe fosse permitido fazê-lo "em fidelidade aos seus princípios da democracia-cristã".

Por sua vez, Ramalho Eanes, antigo presidente da República, revelou que a melhor memória política que guarda de Freitas do Amaral foi ele "ter tido a coragem de, num tempo de esquerdização exagerada da sociedade portuguesa, ter criado o CDS".

A missa de homenagem a Diogo Freitas do Amaral decorreu no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e contou ainda com a presença de nomes como Assunção Cristas, líder do CDS (que não quis prestar declarações aos jornalistas), Ribeiro e Castro, Pedro Santana Lopes ou Correia de Campos. Depois da cerimónia, o corpo de Freitas do Amaral seguiu para o cemitério da Guia, em Cascais, onde chegou pelas 14.30 horas.

O cortejo foi recebido à entrada do cemitério por uma guarda de honra constituída por uma companhia conjunta de três pelotões (Marinha, Exército e Força Aérea), estandarte nacional e Banda da Armada. Ouviu-se a marcha fúnebre e foram prestadas honras militares, com a entrada no cemitério acompanhada por três salvas de G3, seguidas de 19 salvas de artilharia pelo Exército.

O final das cerimónias fúnebres ficou marcado pela entrega à viúva, pelo presidente da República, da bandeira de Portugal que estava por cima da urna.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG