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Lisboa entra em alerta. Arganil e Golegã recuam no desconfinamento

Lisboa entra em alerta. Arganil e Golegã recuam no desconfinamento

A partir de sábado, dois concelhos recuam, dois ficam na mesma fase e um avança no plano de desconfinamento. Com o Rt a subir, "temos de reforçar os nossos cuidados", apela a ministra da Presidência.

O Governo anunciou, esta quinta-feira, as medidas a aplicar no âmbito do plano de desconfinamento, após reunião do Conselho de Ministros.

Mariana Vieira da Silva começou por indicar que "o risco é claramente mais significativo do que há duas semanas", considerando o Rt atual de 1,07 - no início do desconfinamento, em meados de março, era de 0,78.

A ministra anunciou por isso que recuam no plano de desconfinamento dois concelhos: Arganil para a fase de 5 de abril e Golegã para a fase de 19 de abril.

Mantêm-se na fase de 19 de abril os concelhos de Montalegre e Odemira.

Avança o concelho de Lamego para a fase onde se encontra a generalidade do país desde 1 de maio.

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Em situação de alerta continuam os concelhos de Tavira, Vila do Bispo e Vila Nova de Paiva e entram nesta lista Lisboa, Chamusca, Salvaterra de Magos e Vale de Cambra.

Lisboa tem sido foco de especial atenção das autoridades nos últimos dias, devido ao aumento de infeções pelo coronavírus SARS Cov-2. Na semana passada, a região tinha uma taxa de incidência de 118 casos por 100 mil habitantes e um Rt de 1,11. Neste sentido, na terça-feira foram anunciadas medidas para travar o aumento de contágios que passam pelo reforço da testagem e vacinação.

"Toda a área de Lisboa e Vale do Tejo, neste momento, está com um crescimento e nós não podemos achar que só nos sítios onde a situação já é mais complicada é que temos de ter medidas de cautela", avisou.

Seis concelhos deixam de estar em situação de alerta: Albufeira, Castelo de Paiva, Fafe, Lagoa, Oliveira do Hospital e Santa Comba Dão.

As alterações das medidas de desconfinamento entram em vigor, nos concelhos abrangidos, às zero horas de sábado.

Em relação à eventual alteração dos parâmetros da matriz de risco, a ministra da Presidência remeteu a decisão para depois da reunião a realizar, sexta-feira de manhã, com especialistas no Infarmed, embora tenha afirmado que a atual matriz tem "produzido bons resultados":

O Governo decidiu também prolongar a situação de calamidade em território nacional até 13 de junho, com início a partir de segunda-feira, 1 de junho.

"Temos de reforçar os nossos cuidados"

"Apelo a todos os que possam, para o fazer [testes à covid-19] para assim se conseguir identificar precocemente o maior número de casos", apelou a governante, a propósito dos programas de testagem lançados por alguns municípios, incluindo Lisboa.

"Quanto temos Rt acima de 1, significa que os casos estão a crescer e significa que temos de estar ainda mais atentos e cumprir com mais força as medidas de Saúde Pública", sublinhou.

"Ou conseguimos controlar a pandemia ou sabemos que o caminho será de mais dificuldades. Temos de reforçar os nossos cuidados", alertou.

Champions: "Regras não mudaram"

Questionada sobre o aumento de cidadãos britânicos na cidade do Porto, no âmbito da final da Liga dos Campeões, além dos 12 mil adeptos que estão autorizados a entrar no Estádio do Dragão no sábado, Mariana Vieira da Silva lembrou que, quando foi autorizada a entrada de público "não havia liberdade de viagens entre o Reino Unido e Portugal".

"Não há alteração nas regras das esplanadas, nem dos restaurantes, nem de horário, nem de lotação. É importante que as regras sejam cumpridas", frisou a ministra da Presidência.

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